Representações culturais de quilombolas-vazanteiros

Representações culturais de quilombolas-vazanteiros

Título alternativo Representations of cultural quilombola-vazanteiros: a segment of the inclusive culture at Camp Rio Sao Francisco
Autor Sampaio, Cristina Andrade Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Santos, José Francisco Fernandes Quirino dos Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Estudo realizado no Norte de Minas Gerais em uma comunidade tradicional, autonoma, composta principalmente por negros que vivem as margens do Rio Sao Francisco. Trata-se de quilombolas e vazanteiros que vivem no Acampamento Rio Sao Francisco. Nesse quadro, este trabalho procurou desvendar os interesses dos membros de uma comunidade tipica atraves de um estudo local. O fato de permanecerem isolados foi a mais importante influencia que tiveram para, aos poucos, configurar essa modesta quantidade de pessoas em moldes proximos da opequena comunidadeo classica, na qual todos trabalham como membros do grupo, atendendo as necessidades gerais, cada um se reconhecendo como membro do grupo e disso se orgulhando. Nesse sentido, a pergunta que o texto tenta responder e: como e possivel que um grupo comunitario pobre, dispondo de meios de producao proprios, conviva continuamente com segmentos regionais da sociedade capitalista inclusiva sem ser envolvido por eles, nem individualmente, nem coletivamente? O trabalho de campo concretizado nos anos de 2009 a 2012, realizado como uma etnografia do grupo, serviu como base da interpretacao mais profunda do modo de pensar e agir daquelas pessoas, portanto uma etnologia, cujas categorias empregadas estavam ja inscritas na propria realidade vivida por elas. Foram feitos registros fotograficos a cada incursao ao campo e as fotografias constituiram-se como instrumento de pesquisa, aliados as anotacoes no diario de campo da pesquisa, tendo sido uteis como memoria para descricao e interpretacao da comunidade e sua representacao cultural. Observacoes etnograficas densas foram possiveis a partir do conjunto de tecnicas de abordagem antropologica utilizadas. Delas, destaca-se a insercao como pesquisadora e assim, a possibilidade de olhar, ouvir, participar, fotografar e interpretar um modo particular de vida em comunidade, participando dele, no ambiente em que estas pessoas vivem e se relacionam. Como referencial teorico, o conceito de cultura guiou a construcao do modelo explicativo da realidade, inacessivel aos individuos. Todo o trabalho de campo foi gravado em audio e as atividades em grupo foram filmadas. A transcricao se seguiu logo apos a realizacao das atividades. Os resultados do campo foram apresentados em cinco capitulos, nos quais foram abordados: o metodo empregado, a construcao do conceito de oquilombolas-vazanteiroso, o Acampamento, a Ilha da Ressaca e os costumes locais. A comunidade estudada depende do exterior em termos das ajudas obtidas do Estado e de entidades nao governamentais, porem nao se deixa penetrar por outros tipos de iniciativa. Para compreender a questao, basta imaginar que ali, simplesmente, se aceita tudo aquilo que pode dar mais produtividade ao trabalho e se rejeita tudo aquilo que apenas toca nas crencas, afetividade e tradicoes em geral. A comunidade estudada criou por si um modo particular de subsistencia com sustentacao propria e sem desestabilizar o meio ambiente, nem depender profundamente da economia capitalista, e deseja, expressamente, permanecer assim
Palavra-chave Humanos
Antropologia médica
Etnologia
Indicadores de desenvolvimento sustentável
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 172 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 172 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22287

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