Estudo sobre prevalência de sibilância em lactentes no primeiro ano de vida e probabilidades projetadas de quadros graves

Estudo sobre prevalência de sibilância em lactentes no primeiro ano de vida e probabilidades projetadas de quadros graves

Título alternativo Study on prevalence of wheezing in infants in the first year of life and probabilities from severe conditions
Autor Bessa, Olivia Andrea Alencar Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Sole, Dirceu Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo OBJETIVO. Avaliar a prevalencia e a gravidade da sibilancia recorrente em lactentes no primeiro ano de vida no Municipio de Fortaleza, Ceara. CASUISTICA E METODO. Estudo transversal realizado segundo o protocolo do oEstudio Internacional sobre Sibilancia en Lactenteso (EISL) em criancas com idades entre 12 e 15 meses. Os pais ou responsaveis pelas criancas responderam o questionario EISL padrao quando do seu atendimento em consulta de rotina ou imunizacao de rotina em Centros de Saúde de Atencao Primaria. A analise dos dados foi realizada pelo aplicativo STATA versao 10. As variaveis foram apresentadas usando distribuicao de frequencias e as medidas de associacoes baseadas em razoes de prevalencia, com intervalo de confianca de 95% (IC95%), com analise bivariada e multivariada. Para composicao dos cenarios de projecao de prevalencia, foram consideradas tres categorias de desfecho: sibilancia ocasional sem gravidade; sibilancia recorrente sem gravidade e sibilancia grave. RESULTADOS. Um total de 2.732 lactentes foi incluido neste estudo no periodo de dezembro de 2006 a dezembro de 2007. 1.029 (37,7%) lactentes apresentou sibilancia nos primeiros 12 meses de vida e, 16, 2%tiveram sibilancia recorrente. Em torno de 60% dos lactentes sibilantes recorrentes tiveram a primeira crise antes dos quatro meses de idade; 41,9% tiveram mais de seis episodios de resfriados; 36,3% foram internados por pneumonia e 50,9% tinham historia familiar de asma. Sintomas noturnos, visitas a emergencia, gravidade dos sintomas, hospitalizacao por asma e diagnostico medico de asma foram mais frequentes entre os que apresentaram tres ou mais crises. Os fatores de risco associados asibilancia foram: genero masculino (OR=1,21; IC95%: 1,02-1,43), educacao materna basica (OR=1,23; IC95%: 1,01-1,52), historia familiar de asma (OR=2,12; IC95%: 1,76-2,54), dermatite na familia (OR = 1,54; IC95%: 1,21-1,96), seis ou mais episodios de resfriado (OR = 2,38; IC95%: 1,91-2,97), pneumonia (OR = 3,02; IC95%: 2,43-3,76), historia pessoal de dermatite (OR =1,36; IC95%: 1,15-1,62),fumante durante a gravidez (OR =1,44;IC95%: 1,1-1,94), fumantes no domicilio (OR =1,33; IC95%: 1,12-1,59),mofo no domicilio (OR =1,25; IC95%: 1,03-1,51) e aleitamento materno por periodo menor do que quatro meses(OR =1,22; IC95%: 1,02-1,45). Existe menos de 1% de probabilidade de ocorrer sibilancia grave, quando esta presente apenas um fator de risco (genero masculino). Percebe-se o aumento importante de propensao para sibilancia grave a medida que alguns fatores sao agregados, particularmente asma na familia, quando a ocorrencia de sibilancia grave vai de 23% para quase 50% e episodios de resfriado, quando a propensao para sibilancia grave chega a 65%. CONCLUSAO. A prevalencia de sibilancia em lactentesem Fortaleza e elevada, com inicio precoce e alta morbidade. Osprincipais fatores de risco encontrados foram as infeccoes respiratoriase historia familiar de asma. O modelo de predicao desenvolvido neste estudo permitiu calcular projecoes de prevalencia em diferentes subgrupos de sibilancia em lactentes, servindo como ferramenta para identificacao precoce de criancas com maior risco de desenvolver sibilancia, sobretudo as formas recorrentes e graves, e nortear as politicas de Saúde para o adequado manejo e controle
Palavra-chave Criança
Sons respiratórios
Prevalência
Estudos transversais
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 117 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 117 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22203

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