Valor Prognostico do Teste de Esforco Cardiopulmonar em Pacientes com Cardiomiopatia Chagasica

Valor Prognostico do Teste de Esforco Cardiopulmonar em Pacientes com Cardiomiopatia Chagasica

Título alternativo Prognostic Value of Cardiopulmonary Exercise Test in Patients with Chagas Cardiomiopathy
Autor Ritt, Luiz Eduardo Fonteles Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: O teste de esforco cardiopulmonar (TCP) e uma forma validada para fins de decisao prognostica em insufiCiência cardiaca (ICC), porem suas variaveis e pontos de corte ainda nao foram testados em populacoes de pacientes com ICC devido a doenca de Chagas na epoca atual do tratamento da ICC. Objetivos: Em uma populacao de pacientes com ICC por doenca de Chagas, este estudo teve como principais objetivos: 1.determinar o valor prognostico das variaveis do TCP, e 2. estabelecer o melhor ponto de corte das variaveis do TCP para predizer mortalidade. Metodos: Foram analisados dados de 55 pacientes com ICC por Chagas, sintomaticos e com fracao de ejecao (FE) < 45%. Os pacientes foram seguidos para morte por todas as causas. Todos os pacientes realizaram exame clinico, laboratorial, eletrocardiograma, holter 24 horas, TCP, mensuracao de qualidade de vida pelo escore de Minnesota. Analise de curvas ROC, analise de sobrevida pelas curvas de Kaplan-Meier e regressao de Cox uni e multivariada foram utilizadas. Resultados: O seguimento medio do grupo foi de 32 ± 19 meses. Houve prevalencia do sexo masculino (69%), a idade media foi de 52 ± 9 anos. Os pacientes encontravam-se entre as classes funcionais II a IV da NYHA. A media da FE foi de 27,6 ± 6,6%. O melhor ponto de corte para sobrevida para o VO2 pico foi 18 ml/kg/min (sensibilidade 74% e especificidade 69%) e para o VE/VCO2 slope 32,5 (sensibilidade 72% e especificidade 69%). Em comparacao com os pacientes com VO2 pico > 18 ml/kg/min, aqueles com VO2 pico &#8804; 18 ml/kg/min tiveram uma sobrevida menor (29 ± 3 vs 46 ± 5 meses p < 0,01). Da mesma forma, aqueles com VE/VCO2 slope &#8805; 32,5 tiveram uma sobrevida menor que aqueles com VE/VCO2 slope < 32,5 (28 ± 3 vs 47 ± 5 meses p < 0,01). Na analise multivariada, o VE/VCO2 slope &#8805; 32,5 manteve-se como preditor independente de mortalidade (HR ajustado 2,8 1,3-5,8; p 0,005). Conclusoes: Das variaveis obtidas no TCP, VO2 pico e VE/VCO2 slope se relacionaram com mortalidade, sendo o VE/VCO2 slope seu preditor independente. Para se discriminar pior sobrevida, o melhor ponto de corte para o VO2 pico foi &#8804; 18 ml/kg/min e para o VE/VCO2 slope foi &#8805; 32,5
Assunto Doença de Chagas
Insuficiência Cardíaca
Espirometria
Prognóstico
Qualidade de Vida
Idioma Português
Data 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 76 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 76 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22181

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