Avaliacao da capacidade funcional ao exercicio em criancas nascidas prematuras

Avaliacao da capacidade funcional ao exercicio em criancas nascidas prematuras

Título alternativo Evaluation of the functional capacity during exercise in children born prematurely
Autor Tsopanoglou, Sabrina Pinheiro Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivos: Comparar a capacidade funcional de criancas nascidas prematuras de muito baixo peso com criancas nascidas a termo em testes de caminhada de seis minutos (TC6`) e teste shuttle, avaliando-se a distancia percorrida e os fatores associados as distancias percorridas nos dois testes. Metodos: Estudo transversal com dois grupos criancas de seis a nove anos de idade, pareados por sexo e idade. Um grupo foi constituido por criancas nascidas com idade gestacional <37 semanas e peso <1500g que estavam em acompanhamento no Ambulatorio de Seguimento de Prematuros da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. O segundo grupo foi composto por criancas nascidas a termo, matriculadas em uma escola municipal de São Paulo, SP. Foram excluidos: malformacoes congenitas, doencas neuromusculares, disfuncao de marcha, defiCiência visual ou auditiva completa, dificuldade de comunicacao ou compreensao de ordens, sibilancia ou doenca pulmonar aguda nas ultimas duas semanas, alteracoes hemodinamicas no repouso, definido FC >130 bpm, ou pressao arterial sistolica >130 mmHg e pressao arterial diastolica >80 mmHg. Foram realizados o TC6´e o teste shuttle, avaliando-se a distancia percorrida, alem de medidas de pressao arterial, frequencia cardiaca, frequencia respiratoria e saturacao de oxigenio, no inicio e ao termino dos testes. Para comparar os dois grupos, foram utilizados o teste t ou Mann-Whitney para as variaveis numericas. Os fatores associados a distancia percorrida foram analisados por regressao linear univariada e multipla. Considerou-se significante p <0,05. Resultados: Foram incluidas 37 criancas em cada grupo. As criancas nascidas prematuras apresentaram idade gestacional de 29,8±2,7 semanas, peso ao nascer de 1058±263g, Apgar 1º minuto de 6,3±2,1, Apgar de 5º minuto de 8,1±1,3. A incidencia da sindrome de desconforto respiratorio, persistencia de canal arterial, sepse clinica, hemorragia peri-intraventricular, dependencia de oxigenio com 28 dias e com 36 semanas de idade pos-conceptual foi 57%, 31%, 60%, 27%, 38%, e 27%, respectivamente. Em mediana, o tempo de ventilacao mecanica foi 5 dias (variacao: 0 a 67), de CPAP foi 4 dias (variacao: 0 a 27), da oxigenoterapia foi 4,5 dias (variacao: 0 a 69) e tempo de internacao foi 63 dias (variacao: 27 a 186). As criancas nascidas a termo apresentaram peso ao nascer de 3264±277g e permaneceram na maternidade por 3,0±0,1 dias. A inclusao no estudo, os prematuros eram semelhante aos nascidos a termo em relacao a idade (7,6±1,0 vs. 7,6±1,0 anos, p=0,852), peso (25,7±7,0 vs. 27,3±6,7 Kg, p=0,343), altura (123,6±8,4 vs. 125,1±7,5 cm, p=0,398) e indice de massa corporea (16,8±2,9 vs. 17,6±3,2, p=0,235). A distancia percorrida no TC6´foi menor nos prematuros (480,9±80,5 vs. 518,3±51,8 metros, p=0,010), comparado aos nascidos a termo. Nao houve diferenca no teste shuttle (391,5±99,0 vs. 406,1±79,2 metros, p=0,487). No TC6`, comparados aos nascidos a termo, os prematuros apresentaram menor pressao arterial diastolica no final do teste (61,6±8,3 vs. 65,7±5,0 mmHg, p=0,013), maior frequencia cardiaca no inicio do teste (93,1±10,2 vs. 85,6±11,2 bpm, p=0,004), menor saturacao de oxigenio inicial (97,8±0,5 vs. 98,4±0,6%, p<0,001) e menor saturacao final (97,5±1,6 vs. 98,3±0,6%, p=0,001). No teste shuttle, comparados ao termo, os prematuros apresentaram menor pressao arterial diastolica final (61,4±7,5 vs. 64,6±5,6 mmHg; p=0,038), menor frequencia respiratoria final (28,8±6,2 vs. 31,5±5,0 rpm; p=0,042), maior frequencia cardiaca no inicio do teste (93,6±10,5 vs. 86,4±10,6 bpm; p=0,004), menor saturacao de oxigenio inicial (97,8±0,6 vs. 98,3±0,6%; p<0,001) e menor saturacao final (97,5±1,7 vs. 98,4±0,6%; p<0,001). A regressao linear multipla, controlados para prematuridade, altura da crianca, pequeno para a idade gestacional, sindrome de desconforto respiratorio, tempo de ventilacao mecanica, necessidade de internacao hospitalar apos a alta da unidade neonatal e dependencia de oxigenio com 28 dias, a distancia percorrida no TC6´se associou a: altura (cm) da crianca [3,572 (IC95%: 1,943 a 5,201), p<0,001], dependencia de oxigenio com 28 dias [-67,708 (IC95%: -101,175 a -34,241), p<0,001] e ser pequeno para idade gestacional [-25,555 (IC95%: -54,686 a 3,575), p=0,085]. A distancia percorrida no teste shuttle, controlados para altura da crianca, sindrome de desconforto respiratorio, persistencia de canal arterial, tempo de ventilacao mecanica, dependencia de oxigenio com 28 dias, tempo de internacao na unidade neonatal e necessidade de internacao hospitalar apos a alta da unidade neonatal, se associou a altura (cm) [4,946 (IC 95%: 2,814 a 7,077), p<0,001] e dependencia de oxigenio com 28 dias [-90,980 (IC 95%: -136,092 a -45,868), p<0,001]. Conclusao: As criancas nascidas prematuras e com muito baixo peso percorreram menor distancia no teste de caminhada de seis minutos e distancia semelhante no teste shuttle. Nos dois testes, a distancia percorrida se associou positivamente a altura da crianca e negativamente a dependencia de oxigenio com 28 dias.
Palavra-chave Criança
Prematuro
Exercício
Tolerância ao Exercício
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 82 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 82 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22179

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