Ajustes cardiorrespiratórios induzidos pela apneia obstrutiva durante o sono e vigília em ratos

Ajustes cardiorrespiratórios induzidos pela apneia obstrutiva durante o sono e vigília em ratos

Título alternativo Cardiorespiratory adjustments induced by obstructive apnea during sleep and wakefulness in rats
Autor Rossi, Marcio Vinícius Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Cravo, Sergio Luiz Domingues Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A apneia do sono e uma doenca comum que pode levar a problemas cardiovasculares como hipertensao, mas os mecanismos ainda nao estao claros. Investigamos as respostas cardiorrespiratorias induzidas durante apneia em ratos Wistar nao-anestesiados, utilizando um novo metodo. Um balao contido em um tubo rigido de Teflon foi implantado na traqueia, permitindo o fechamento da via aerea sem induzir desconforto traqueal. Para quantificar o esforco respiratorio, foi implantado um balao fino e nao elastico na caixa toracica. Apneias nos ratos acordados: a apneia obstrutiva por 15 s no rato acordado induziu esforco respiratorio, com variacoes na pressao intratoracica de ate 60 mmHg, bradicardia intensa (de 370 para 160 bpm), e resposta pressora (de 115 para 131 mmHg). A bradicardia foi bloqueada com metilnitrato de atropina, indicando que ela depende de ativacao parassimpatica cardiaca, e a resposta pressora foi bloqueada com prazosina, indicando que ela depende da estimulacao de receptores α1-adrenergicos levando a vasoconstricao. A bradicardia nao e dependente da ativacao dos baroceptores. A apneia induziu hipoxia e hipercapnia (pO2 caiu de 93 para 44 mmHg e a pCO2 aumentou de 35 para 44 mmHg durante 15 s de apneia), mas a inativacao dos quimioceptores arteriais (atraves da seccao da arteria do corpusculo carotideo) nao reduziu a bradicardia, resposta pressora, e esforco respiratorio induzidos pela apneia. Apneias cronicas (6 s cada min, 4 h/dia por 28 dias) induziram hipertensao: a pressao arterial de cauda, aumentou de 118 para 148 mmHg. Apneias durante o sono: foi utilizado um programa para classificar o estado de sono a cada segundo e em tempo real, a partir do registro do EEG e EMG. As apneias foram induzidas automaticamente cada vez que o animal entrava em sono REM e finalizadas quando o tono muscular voltava. Esse procedimento foi realizado por 8 h durante o periodo claro. Foram induzidas 22 ± 1 apneias/h, com duracao de 11 ± 1 s. Este regime de apneia nao mudou o tempo total de vigilia, sono NREM, e sono REM, mas induziu fragmentacao do REM. Muitas vezes, os ratos dormiram novamente poucos segundos apos o final da apneia. Portanto, este metodo induziu a fragmentacao de sono e os microdespertares caracteristicos de pacientes com apneia do sono. As respostas cardiorrespiratorias foram muito reduzidas com apneias induzidas durante o sono REM, e parecem semelhantes as respostas observadas em pacientes com apneia do sono. Conclusoes: as respostas induzidas pela apneia nao dependem somente dos quimioceptores carotideos, e o estagio de sono em que as apneias sao realizadas e muito importante. O rato com balao traqueal proporciona oportunidades ineditas para estudar os mecanismos e as patologias associadas a apneia do sono em humanos
Palavra-chave Animais
Apneia do sono tipo obstrutiva
Hipertensão
Bradicardia
Anóxia
Sistema nervoso autônomo
Sono REM
Ratos Wistar
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 133 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 133 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22133

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