Caracterizacao dos servicos de fisioterapia nas unidades de terapia intensiva neonatal no municipio de São Paulo

Caracterizacao dos servicos de fisioterapia nas unidades de terapia intensiva neonatal no municipio de São Paulo

Título alternativo Characteristics of the physiotherapy departments in the neonatal intensive care units in São Paulo municipality
Autor Liberali, Joyce Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Resumo Objetivo: Caracterizar os servicos de fisioterapia e o perfil dos fisioterapeutas que prestam assistencia aos recem-nascidos nas unidades de terapia intensiva neonatal no municipio de São Paulo. Metodos: Estudo transversal realizado de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011. Foram incluidos no estudo todos os hospitais do municipio de São Paulo selecionados pelo Cadastro Nacional de Estabelecimentos da Saúde e que dispunham de pelo menos um leito de Unidade de Terapia Intensiva destinado aos recem-nascidos. Foram excluidas as UTI que nao dispunham de servico de fisioterapia. Utilizou-se um questionario com perguntas fechadas e dirigidas ao responsavel pelo servico de fisioterapia, ao fisioterapeuta referencia da unidade e ao fisioterapeuta envolvido na assistencia ao recem-nascido, este selecionado por sorteio simples. O fisioterapeuta responsavel pelo servico respondia as perguntas do questionario diretamente a pesquisadora e as demais categorias de profissionais respondiam ao questionario por telefone. Resultados: Foram identificados 67 hospitais com pelo menos um leito de UTI neonatal, dos quais 4 (6,0%) nao dispunham de servico de fisioterapia. Das 63 UTI que obedeceram aos criterios de inclusao, 3 (4,8%) nao aceitaram participar, sendo incluido 60 (95,2%) hospitais. Foram entrevistados 60 (100%) profissionais responsaveis pelo servico de fisioterapia, 52 (98,1%) fisioterapeutas de referencia da unidade e 44 (91,7%) fisioterapeutas assistenciais. O numero de fisioterapeutas nos hospitais particulares, comparado aos publicos, era maior (7,4±4,5 vs. 3,3±2,8; p<0,001). A media de horas diaria de fisioterapia disponivel nos hospitais foi 17,8±7,2, sendo maior nos hospitais privados, comparado aos publicos (21,4 ±5,4 versus 14,1± 6,9 horas; p<0,001). A media de pacientes atendidos em seis horas de trabalho foi 9,4±2,6, sendo 10,4±2,4 nos hospitais privados e 8,4±2,4 nos hospitais publicos; p=0,003. Quanto ao responsavel pela fisioterapia, eles haviam concluido a graduacao ha 18,0±7,2 anos. Dos 60 responsaveis pela fisioterapia, 6 (10,0%) possuiam Titulo de Mestre, 2 (3,3%) possuiam Titulo de Doutor, 4 (6,7%) profissionais tinham formacao administrativa e 25 (41,7%) fisioterapeutas responsaveis pelo servico tambem prestavam assistencia direta ao recem-nascido. Os fisioterapeutas de referencia se graduaram em sua maioria em instituicoes privadas, sendo que 46 (88,5%) haviam realizado curso de especializacao em fisioterapia. Sua carga de trabalho semanal nos hospitais analisados era 33,7±9,5 horas semanais, sendo que 12 (23,1%) profissionais referiram trabalhar mais de 30 horas semanais, nao havendo diferenca entre os hospitais publicos e privados e (25% vs. 21%; p=0,761). Apenas 11 (21,2%) fisioterapeutas trabalhavam exclusivamente na UTIN do hospital. Aproximadamente o dobro dos fisioterapeutas que trabalhava em instituicoes publicas era registrado, comparados aos que trabalhavam em instituicoes privadas. Os fisioterapeutas assistenciais haviam se formado em sua maior parte em instituicoes privadas, ha 10,0±6,0 anos. Dos 44 fisioterapeutas assistenciais, 35 (79,5%) haviam realizado curso de especializacao em fisioterapia e 4 (9,1%) possuiam titulo de Mestre em Ciências. A carga media de trabalho no hospital era 32,3±8,9 horas, sendo que 9 (20,5%) profissionais cumpriam jornada superior a 30 horas semanais, nao havendo diferenca entre os setores publicos e privados (18% vs. 23%); p=1,000). Durante o periodo de seis horas, tais profissionais prestavam assistencia a 10,3±3,6 pacientes, sendo em media 12,5±4,4 pacientes nos hospitais privados e 9,0±3,0 nos estaduais. Dos 44 fisioterapeutas assistenciais entrevistados, 20 (45%) referiam atender a mais de 10 pacientes em seis horas de trabalho, sendo 6 (14%) no servico publico e 14 (32%) no setor privado, p=0,021. Conclusao: Em 94% das UTI do municipio de São Paulo existia um servico de fisioterapia para assistencia aos recem-nascidos. Entretanto, em muitos hospitais, o fisioterapeuta nao era exclusivo da unidade e a cobertura da assistencia da fisioterapia era inferior a 18 horas diarias. Cerca de 20% dos profissionais entrevistados trabalhavam mais de 30 horas semanais e ao redor de 50% deles prestavam assistencia a mais de 10 pacientes em seis horas de trabalho. A maior parte dos profissionais realizou o curso de graduacao em escolas privadas e possuia especializacao em fisioterapia, alem de realizar cursos de atualizacao periodicamente
Assunto Humanos
Recém-Nascido
Unidades de Terapia Intensiva Neonatal
Fisioterapia
Serviço Hospitalar de Fisioterapia
Humanos
Recém-Nascido
Idioma Português
Data 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 71 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 71 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22023

Mostrar registro completo




Arquivos deste item

Arquivos Tamanho Formato Visualização

Não existem arquivos associados a este item.

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(s)