Efeito da lidocaína por via venosa intraoperatória sobre dor e IL-6 plasmática em pacientes submetidas a histerectomia

Efeito da lidocaína por via venosa intraoperatória sobre dor e IL-6 plasmática em pacientes submetidas a histerectomia

Título alternativo Effect of intravenous intraoperative lidocaine on pain and serum IL-6 in patients undergoing hysterectomy
Autor Oliveira, Caio Marcio Barros de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Sakata, Rioko Kimiko Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução e objetivos: Apos trauma cirurgico, ocorre producao exagerada e persistente de citocinas, que pode ser responsavel por lesoes em orgaos-alvo. A interleucina-6 (IL-6) e uma citocina considerada preditora de intensidade no trauma. A lidocaina pode reduzir a liberacao de citocinas. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da lidocaina por via venosa sobre a intensidade da dor e as concentracoes de IL-6 apos histerectomia por via abdominal. Metodo: O estudo foi prospectivo, randomizado, comparativo e duplo-encoberto em 40 pacientes, entre 18 e 60 anos, submetidas a histerectomia. Foi administrada lidocaina (2mg.kg-1.h-1) ou solucao fisiologica 0,9% (placebo) durante toda a operacao. A anestesia foi induzida com fentanila, propofol, atracurio, e mantida com O2/isoflurano. Amostras de sangue foram coletadas, antes do inicio da operacao (T0), apos 5h do inicio da operacao (T5) e 24h apos o termino da operacao (T24). Foram avaliados a intensidade da dor (T0: despertar, e 6, 12, 18 e 24h apos despertar), o momento da primeira solicitacao de analgesico e a dose de morfina complementar necessaria nas primeiras 24h, e o consumo de isoflurano. Os efeitos adversos foram anotados. Resultados: Os dados demograficos daspacientes foram semelhantes. Nao houve diferenca na intensidade da dor entre os grupos em cada momento avaliado. Ocorreu diminuicao da intensidade da dor entre T0 e os outros momentos avaliados no G1, mas nao no G2. O tempo necessario para requerer a primeira dose de morfina para analgesia posoperatoria foi maior no G2 (76,0 ± 104,4min) que no G1 (26,7 ± 23,3min). Nao houve diferenca G1 (23,5 ± 12,6mg) e G2 (18,7 ± 11,3mg) na dose complementar de morfina. Houve aumento dos niveis de IL-6 em ambos os grupos de T0 (G1: 0.95 ± 4.25; G2: 2.56 ± 7.55) para T5 (G1: 17.83 ± 20.34; G2: 17.88 ± 19.44) e para T24 (G1: 24.95 ± 14.82; G2: 34.73 ± 15.62). Nao houve diferenca na dosagem de IL-6 entre os grupos. Conclusoes: Pode ser concluido que a administracao de lidocaina (2mg.kg-1.h-1) durante histerectomia nao promove reducao da intensidade da dor, do tempo para primeira complementacao, do consumo de morfina pos-operatoria e da liberacao de IL-6
Palavra-chave Humanos
Feminino
Lidocaína
Dor
Interleucina-6
Histerectomia
Idioma Português
Data de publicação 2012
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2012. 115 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 115 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/22013

Exibir registro completo




Arquivo

Arquivo Tamanho Formato Visualização

Não existem arquivos associados a este item.

Este item está nas seguintes coleções

Buscar


Navegar

Minha conta