Caracterização de padrões de dano articular cumulativo em pacientes com artrite reumatóide: uma perspectiva clínica, sorológica e genética

Caracterização de padrões de dano articular cumulativo em pacientes com artrite reumatóide: uma perspectiva clínica, sorológica e genética

Título alternativo Characterization of patterns of cumulative joint damage in patients with rheumatoid arthritis: a clinical, serological and gene polymorphism perspective
Autor Alarcon, Renata Trigueirinho Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Andrade, Luiz Eduardo Coelho Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: Observacoes na pratica clinica da artrite reumatoide (AR) indicam consideravel heterogeneidade da doenca em relacao a sua gravidade e a padroes de dano articular cumulativo. Genes HLA-DRB1 e extra-HLA estao implicados na predisposicao e progressao da AR e polimorfismo genicos em alguns deles, juntamente com caracteristicas clinicas e demograficas desses pacientes, podem servir como moduladores de prognostico e/ou dos padroes de dano articular da doenca. A identificacao de biomarcadores preditivos de curso evolutivo da enfermidade e de grande interesse para identificar os pacientes que necessitam de um tratamento mais agressivo desde o inicio da doenca e tambem na busca de elementos que caracterizem os diferentes padroes de dano articular cumulativo. Objetivo: Avaliar possiveis influencias das caracteristicas demograficas, clinicas, sorologicas e geneticas, representadas por polimorfismos nos genes HLA-DRB1, TNF-alfa (-308G/A), MMP3 (-1171 5A/6A) e TIMP3 (-899T/A, -915A/G e -1296T/C), sobre a gravidade de doenca e padroes de dano articular cumulativo em uma amostra de pacientes brasileiros com artrite reumatoide. Metodologia: Foram selecionados 440 pacientes com AR de tres cidades do sudeste brasileiro (São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro). O DNA foi obtido de leucocitos de sangue periferico. As regioes de interesse para TNF-alfa, MMP3 e TIMP3 foram analisadas por PCR/RFLP e a genotipagem do HLA-DRB1 foi determinada por PCR/SSO. O indice de Sharp/van der Heijde foi avaliado em radiografias de maos e pes por um radiologista experiente de forma cega. Mediante regressao logistica, estabeleceu-se a tendencia central dos 440 pacientes relativa a destruicao articular em funcao do tempo de doenca. Individuos localizados fora dos limites do intervalo de confianca de 95% da tendencia central foram considerados representativos dos polos de doenca mais grave ou mais benigna. Para descrever os padroes de dano articular cumulativo, indices derivados de Sharp/van der Heijde foram desenvolvidos de acordo com a divisao matematica da pontuacao do indice de Sharp/van der Heijde das maos/pes (indice maos/pes), pontuacao do indice de Sharp/van der Heijde dos dedos/punhos (indice dedos/punhos) e pontuacao do indice de Sharp/van der Heijde da erosao/pincamento (indice erosao/pincamento). Resultados: Houve associacao significativa entre desvio do padrao de dano articular cumulativo referente a proporcao maos/pes e polimorfismos do gene TIMP3. Pacientes com haplotipo TIMP3 -915A/-1296T apresentaram maior frequencia de predominio de dano nos pes do que pacientes com outros haplotipos (57,4% e 39,3%, respectivamente, p<0,001). Pacientes portadores de alelos do HLA-DRB1 contendo o EC apresentaram predominio de padrao de erosao ossea em relacao a pincamento articular (p=0,017). Pacientes com envolvimento predominante dos pes foram mais frequentemente classificados como portadores de AR grave, em comparacao com pacientes com de acometimento predominante das maos (78,9% e 56,8%, respectivamente; p=0,017), tambem apresentaram indice total de Sharp/van der Heijde mais elevado (p <0,001) e maior altura (p<0,001). Pacientes com predominio de erosao ossea possuiam maior peso e IMC que os pacientes com predominio de pincamento (p=0,021 e p=0,001, respectivamente). Desvio no padrao referente a proporcao erosao/pincamento foi associado com a presenca de FR e anti-CCP. A frequencia e os niveis sericos desses anticorpos foram maiores em pacientes com padrao prevalente de erosao ossea do que em pacientes com padrao prevalente de pincamento (mediana do FR 60.5IU/mL versus 23IU/mL; p=0,007) (mediana do anti-CCP, 187,9U/mL versus 143.2U/mL; p<0,001). 174 pacientes triplo positivos (SE+RF+CCP+) possuiam predominio de padrao de erosao ossea (64,6%), enquanto 45 pacientes triplo negativos (SE&#61638;FR&#61638;CCP&#61638;) possuiam predominio de padrao de pincamento articular (69,2%) (p = 0,018). Pacientes com indice de Sharp/van der Heijde elevado tiveram maior frequencia de FR e anti-CCP (p=0,002 e p<0,001). A presenca do anti-CCP foi associada com o alelo 5A do MMP-3 e EC. A presenca de EC foi associada com maior frequencia de anticorpos anti-CCP (p<0,001), bem como maiores niveis sericos deste autoanticorpos (p<0,001). Finalmente, o tabagismo foi associado com prevalencia de padrao de dano articular cumulativo dos pes. Conclusoes: Os pacientes com AR exibiram consideravel heterogeneidade no que diz respeito aos padroes de dano articular cumulativo e gravidade da doenca. Essa heterogeneidade foi associada a polimorfismos de TIMP3 e HLA-DRB1 contendo alelos do EC, a presenca de anticorpos anti-CCP e FR e seus niveis sericos, a algumas caracteristicas morfometricas, tais como altura, peso e IMC, e ao tabagismo
Palavra-chave Humanos
Artrite reumatóide
Doença mista do tecido conjuntivo
Fator de necrose tumoral alfa
Fator reumatóide
Inibidor tecidual de Metaloproteinase-1
Cadeias HLA-DRB1
Peptídeos
Idioma Português
Data de publicação 2011
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2011. 156 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 156 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21960

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