Efeitos da rosuvastatina e do sevelamer na progressão da calcificação coronariana dos pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador.

Efeitos da rosuvastatina e do sevelamer na progressão da calcificação coronariana dos pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador.

Título alternativo Effect of rosuvastatin and sevelamer on the progression of coronary artery calcification in chronic kidney disease
Autor Lemos, Marcelo Montebello Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Canziani, Maria Eugênia Fernandes Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A doença renal crônica (DRC) é considerada um problema de saúde pública, em razão da sua alta prevalência e associação com elevadas taxas de morbimortalidade. As complicações cardiovasculares constituem a principal causa de óbito nos pacientes com DRC, sendo seu diagnóstico precoce importante na identificação de pacientes com maior risco de mortalidade. A avaliação da calcificação coronariana e do espessamento da artéria carótida são métodos consagrados, que permitem identificar inclusive os pacientes com doença em estágios iniciais. A busca de tratamentos que possam interferir na progressão da calcificação coronariana é um grande desafio e objetivo principal deste estudo. Estudo 1: Efeitos da rosuvastatina e do sevelamer na progressão da calcificação coronariana dos pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador Um estudo randomizado, controlado, aberto foi realizado com a inclusão de 117 pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador (DRCTC), sendo 62% do sexo masculino, média de idade igual a 56,9±11,2 anos e taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) igual a 36±16,5mL/min. Os pacientes foram randomicamente alocados a usar rosuvastatina (10mg/dia), hidrocloreto de sevelamer (2400mg/dia) ou grupo controle. Determinação do escore de cálcio coronariano (tomografia multislice) e análises bioquímicas foram realizadas no início e ao final de 24 meses de seguimento. No início do estudo, a calcificação coronariana (CAC) foi observada em 55%, 58% e 61% dos pacientes nos grupos rosuvastatina, sevelamer e controle respectivamente (p=0,87). O escore de cálcio coronariano (EC) no início do estudo, bem como a sua diferença absoluta e relativa após 24 meses foram similares entre os grupos estudados. O LDL colesterol era maior e reduziu significativamente apenas no grupo rosuvastatina (p<0,01). Análises ajustadas para o LDL evidenciaram que os diferentes regimes de droga não se associaram à progressão da CAC (efeito da droga, p=0,85; efeito do tempo, p<0,001; efeito de interação, p=0,76). Concluímos que os tratamentos com rosuvastatina e sevelamer não foram capazes de retardar a progressão da CAC nos pacientes com DRCTC. Estudo 2: A espessura do complexo íntima-média da carótida está associada à inflamação e aos fatores de risco tradicionais na doença renal crônica em tratamento conservador Cento e vinte e dois pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador (DRCTC) foram submetidos à determinação da espessura do complexo íntima-média da carótida (CIM), bem como a determinação dos marcadores bioquímicos de inflamação, em um estudo transversal. A média da idade foi 55,2±11,3 anos, sendo 61,5% do sexo masculino. A mediana da proteína C-reativa (PCR) foi 0,28mg/dL (0,03 – 14,2) enquanto a mediana da interleucina-6 (IL-6) foi 4,75pg/mL (0,7 – 243). A média da adiponectina foi 27,8±7,3ng/mL e a média do CIM foi 0,61±0,19mm. Quatro (3,3%) pacientes tinham CIM acima dos valores de referência. O CIM foi maior no sexo masculino (p<0,001), nos pacientes inflamados (p=0,005), naqueles com IL-6 mais elevada (p=0,023) e nos pacientes com TFGe <60mL/min (p=0,030). O CIM se correlacionou com a idade (r=0,538;p<0,001), circunferência abdominal (r=0,235;p=0,016), PCR (r=0,191;p=0,035) e pressão arterial sistólica (r=0,181;p=0,048). Na análise de regressão múltipla, os determinantes independentes do CIM foram a idade (coef β=0,512;p<0,001) e a PCR (coef β=0,159;p=0,041). Concluímos que, apesar de estar dentro dos valores de referência na maior parte da população estudada, o CIM se associou claramente à idade e inflamação na DRCTC.
Palavra-chave Insuficiência renal crônica/quimioterapia
Calcinose
Doenças cardiovasculares
Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases
Humanos
Idioma Português
Data de publicação 2011
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2011. 120 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 120 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21813

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