Polimorfismos em genes envolvidos no metabolismo da homocisteína e risco materno para síndrome de Down

Polimorfismos em genes envolvidos no metabolismo da homocisteína e risco materno para síndrome de Down

Título alternativo To analyse the polymorphism of gene in mothers of Down syndrome, measure the levels of serum homocysteine
Autor Silva, Luciana Rodrigues Jacy da Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Perez, Ana Beatriz Alvarez Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A síndrome de Down resulta da presença de três cópias do cromossomo 21. Na maioria dos casos, o cromossomo extra origina-se da segregação anormal dos cromossomos durante a meiose (origem materna em 95 por cento dos casos). Estudos demonstram que a hipometilação do DNA genômico está associada à instabilidade cromossômica, podendo levar ao aumento da taxa de quebras e erros na segregação dos cromossomos, embora o mecanismo molecular responsável não seja conhecido. A S-adenosilmetionina (SAM) age como um fator crítico na regulação dos processos de metilação celular, pois é doadora de radicais metil para muitos substratos, incluindo o DNA. A SAM é formada durante o metabolismo da metionina/homocisteína e sua síntese depende do bom funcionamento das enzimas envolvidas nesse processo, como a metilenotetraidrofolato redutase (MTHFR), a metionina sintase (MTR), a metionina sintase redutase (MTRR), a cistationina j3-sintase (CBS) e a diidrofolato redutase (DHFR). Objetivos: Analisar os polimorfismos dos genes MTHFR (C677T e A1298C), MTR (A2756G), MTRR (A66G), CBS (844ins68) e DHFR (deI19pb) em 154 mães de crianças com síndrome de Down e 158 mães-controles, dosar os níveis de homocisteína plasmática. Resultados: Os níveis de Hcy encontrados no grupo-caso foram maiores do que aqueles obtidos para o grupo-controle (p=O,OO2). Somente o polimorfismo C677T pôde ser associado com níveis aumentados de Hcy no grupo-caso (p=O,OO6), especialmente quando a mutação era encontrada em homozigose. No grupo-controle, a associação do genótipo TT com níveis aumentados de Hcy apresentou resultados estatísticos com margem de significância (p=O,OO54). Todos os polimorfismos apresentaram distribuição genotípica similar nos grupos-caso e controle (p=O,05), embora uma maior freqüência do alelo 677T tenha sido encontrada nas mães-caso (p=O,049). Conclusões: O aumento dos níveis de Hcy no grupo-caso pode estar refletindo um prejuízo nos processos de metilação celular e pode estar relacionado com um risco maior de não-disjunção cromossômica. Embora o alelo 677T pareça contribuir com o aumento dos níveis de Hcy, sua presença deve exercer uma influência sutil como fator de risco para a síndrome de Down. Os outros polimorfismos estudados não mostraram relação com o aumento de risco para a doença quando avaliados isoladamente (p=O,05). No entanto, quando os seis genes foram avaliados em conjunto, observamos que a presença de cada alelo mutado mostrou contribuir com um aumento de 20,3 por cento na chance de associação com a condição-caso, corroborando com a teoria da etiologia multifatorial da não-disjunção cromossômica.
Palavra-chave Síndrome de Down
Polimorfismo Genético
Homocisteína
Idioma Português
Data de publicação 2006
Publicado em São Paulo: s,n: 2006. 88 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 88 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21562

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