Fusão intraespecífica de vacúolos parasitóforos de leishmania

Fusão intraespecífica de vacúolos parasitóforos de leishmania

Título alternativo Intraspecific fusion of leismania parasitophorus
Autor Real, Fernando Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Rabinovitch, Michel Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Protozoários do gênero Leishmania são parasitas intracelulares que alternam entre formas evolutivas: promastigota e amastigota. No interior de células hospedeiras, majoritariamente fagócitos mononucleares, o parasita se aloja em fagossomos chamados Vacúolos Parasitóforos (VPs), os quais rapidamente adquirem composição e função semelhantes as dos fagolisossomos. Vacúolos de L. (L.) amazonensis crescem em tamanho, podem abrigar um grande número de amastigotas e fundir-se com vesículas contendo colóides ou partículas de levedo morto. Apesar da fusão entre VPs de L. (L.) amazonensis ter sido detectada anteriormente por cinemicrografias, ainda não foram reportados estudos quantitativos sobre a fusão intra ou interespecífica dos VPs de Leishmania. Examinamos a cinética de fusão intraespecífica entre VPs de L. (L.) amazonensis em macrófagos murinos derivados de medula óssea, infectados com amastigotas de L. (L.) amazonensis extraídas de lesão em camundongo suscetível. Após 48 horas de desenvolvimento e maturação dos VPs receptores, os macrófagos foram reinfectados com uma segunda população de parasitas transfectados com GFP ou marcados com carboxifluoresceína diacetato succinimidil este r para a apropriada distinção entre os parasitas da primeira e da segunda infecção. A microscopia de fluorescência das culturas revelou que 2 horas após a reinfecção 3 por cento dos parasitas fluorescentes internalizados pelos macrófagos foram encontrados no interior dos VPs pre-estabelecidos contendo amastigotas não-fluorescentes. Apesar dos vacúolos reinfectados (contendo ambos parasitas marcados e não-marcados) inicialmente compreenderem apenas 2 por cento do número total de VPs , após 24 e 48 horas de reinfecção essa porcentagem atinge aproximadamente 25 por cento. Este aumento é devido provavelmente à fusão entre VPs, já que a análise revelou diminuição no número de vacúolos contendo apenas parasitas não-marcados (receptores), no número de vacúolos contendo apenas parasitas marcados (doadores), e aumento no número de vacúolos contendo ambos (reinfectados). Além disso, foi mostrado que não há prejuízo na multiplicação dos parasitas. Nosso estudo, então, documenta fusão substancial de VPs abrigando amastigotas de L. (L.) amazonensis.
Palavra-chave Vacúolos
Leishmania
Zimosan
Macrófagos
Infecção
Idioma Português
Data de publicação 2006
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2006. 60 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 60 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21558

Exibir registro completo




Arquivo

Arquivo Tamanho Formato Visualização

Não existem arquivos associados a este item.

Este item está nas seguintes coleções

Buscar


Navegar

Minha conta