Dieta cetogênica na epilepsia de difícil controle da infância e adolescência: análise prospectiva e avaliação de uma pré-dieta (2:1)

Dieta cetogênica na epilepsia de difícil controle da infância e adolescência: análise prospectiva e avaliação de uma pré-dieta (2:1)

Título alternativo Ketogenic diet in intractable epilepsy in childhood and adolescence: prospective analysis and assessment of a pre-diet(2:1)
Autor Rizzutti, Sueli Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Gabbai, Alberto Allain Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos adversos, o perfil metabólico, resposta eletrencefalográfica e o crescimento pôndero-estatural de crianças com crises epilépticas de difícil controle, as quais foram submetidas a um estudo prospectivo por um período de um ano sobre a eficácia da dieta cetogênica e comparar a eficácia e a tolerabilidade da introdução de uma pré¬dieta (2:1- proporção de gordura: carboidratos + proteínas) antes da hospitalização objetivando a redução da mesma e a redução do período de jejum necessário para a obtenção da cetose. 23 pacientes receberam a pré¬-dieta (2: 1) por um período de 10 dias antes da hospitalização e os outros 23 foram hospitalizados sem a pré-dieta. Resultados: O uso da pré-dieta levou a um curto período de jejum com média de 18,3 horas comparado ao grupo sem a pré-dieta no qual o período de jejum foi de 41,3 horas (p=O,001). Não houve diferença quanto a efeitos adversos entre os dois grupos. Permaneceram em dieta 6 pacientes (13 por cento) durante 3 meses, 7 pacientes (15,2 por cento) durante 6 meses e 33 pacientes (71,7) durante 1 ano. Efeitos adversos foram todos reversíveis. Obstipação intestinal e sonolência em 11 pacientes (23,9 por cento), epistaxe e hematomas em 4 pacientes (8,7 por cento), infecções de repetição em 5 pacientes (10,8 por cento), recusa alimentar em 4 pacientes (8,7 por cento), cálculo renal em 1 paciente (2,2 por cento), inapetência em 5 pacientes (10,8 por cento). Ficaram livres de crises 8 pacientes (17,4 por cento), 7 pacientes tiveram mais do que 90 por cento das crises controladas (15,2 por cento), 16 pacientes (34,8 por cento) obtiveram controle das crises de 50 a 90 por cento, em 13 pacientes (28,2 por cento) o controle foi menor do que 50 por cento das crises. O crescimento não foi afetado. Conclusão: A dieta cetogênica dever ser considerada segura e efetiva para o tratamento de epilepsia refratária na infância. Naqueles submetidos a uma pré-¬dieta observamos uma melhor adaptação e aceitação da proposta de introdução da dieta cetogênica. Entretanto deve-se ter consciência dos potenciais efeitos adversos e detectá-los precocemente.
Assunto Epilepsia
Dieta/efeitos adversos
Criança
Idioma Português
Data 2006
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2006. 187 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 187 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21383

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