Esvaziamento gástrico após administração oral de contraste em tomografia computadorizada do abdômen: descrição de seis casos

Esvaziamento gástrico após administração oral de contraste em tomografia computadorizada do abdômen: descrição de seis casos

Título alternativo Gastric emptying after oral contrast for abdominal tomography: report of six cases
Vaciamiento gástrico después de la administración oral de contraste en tomografía computadorizada del abdomen: descripción de seis casos
Autor Martins, Fernando Antonio Nogueira da Cruz Autor UNIFESP Google Scholar
Amaral, José Luiz Gomes do Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pulmonary injury due to gastric contents aspiration is a complication related to airway protective reflexes loss. Tomography imaging with digestive tract contrast requires special care for children below five years of age requiring general anesthesia or sedation to assure immobility during the procedure. General anesthesia induction or sedation after contrast ingestion may pose substantial risk for gastric contents bronchoaspiration, so contrast administration by gastric tube is often used after tracheal intubation, since time elapsed for emptying gastric contrast is unknown. This practice means increased anesthesia duration and leads to issues about the possibility of gastric emptying in less than one hour. Six patients submitted to abdominal tomography were evaluated concerning gastric emptying by tomographic slices in stomach topography to establish whether residual liquid contents remain in that organ after contrast administration. CASES REPORT: Participated in this study 6 children undergoing abdominal tomography. Two conscious children presented expressive gastric liquid residual 50 and 45 minutes, respectively, after oral contrast ingestion. Four anesthetized children have also presented gastric liquid residual 40-50 minutes after contrast administration through gastric tube. In two of them remarkable gastric liquid content remained even after stomach aspiration. CONCLUSIONS: In all studied cases, forty to fifty minutes were not enough for gastric emptying after contrast administration and even stomach aspiration trough gastric tube has resulted in significant residual liquid.

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La lesión pulmonar secundaria a la aspiración del contenido gástrico es complicación asociada a la pérdida de los reflejos protectores de las vías aéreas. En este contexto, la realización de exámenes tomográficos que incluyan la contrastación del tracto digestivo, exige particular atención en niños menores de cinco años, que necesitan anestesia general o sedación, para asegurar inmovilidad durante el procedimiento. La inducción de la anestesia o sedación después de ingestión de la solución de contraste puede traer riesgo substancial para la broncoaspiración del contenido gástrico. Esto hace con que se opte por administrar el contraste por sonda gástrica después de la intubación traqueal, una vez que no se conoce el tiempo de vaciamiento gástrico después de utilización de solución contrastante. Esta conducta representa aumento del tiempo de anestesia, lo que resulta en constante cuestionamiento sobre la posibilidad de vaciamiento del contenido gástrico en tiempo inferior a una hora. Seis casos de pacientes sometidos a tomografía de abdomen fueron evaluados cuanto al vaciamiento gástrico por medio de la realización de cortes tomográficos en la topografía del estomago, con el objetivo de determinar la presencia o ausencia del contenido residual líquido en ese órgano, después de la administración de la solución de contraste. RELATO DE LOS CASOS: Fueron evaluados seis niños sometidos a tomografía contrastada del abdomen. Dos, no anestesiados, presentaron expresivo residuo líquido gástrico pasados 50 y 45 minutos, respectivamente, de la ingestión de contraste. Cuatro, sometidos a anestesia general, también presentaron residuo líquido gástrico pasados 40 a 50 minutos de la administración de contraste vía sonda oro/nasogástrica. En dos de ellos persistió apreciable residuo líquido en el estomago, igualmente después de la aspiración del contenido por la sonda. CONCLUSIONES: En los casos observados, el tiempo de 40 a 50 minutos fue insuficiente para el vaciamiento del estomago después de la administración de solución contratante e igualmente la succión del contenido por sonda nasogástrica resultó en permanencia de significante volumen residual líquido.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A lesão pulmonar secundária à aspiração do conteúdo gástrico é complicação associada à perda dos reflexos protetores das vias aéreas. Neste contexto, a realização de exames tomográficos que incluem a contrastação do trato digestivo exige particular atenção em crianças abaixo de cinco anos, que necessitam anestesia geral ou sedação para assegurar imobilidade durante o procedimento. A indução da anestesia ou sedação, após ingestão da solução de contraste pode trazer risco substancial para a broncoaspiração do conteúdo gástrico. Isto faz com que se opte por administrar o contraste por sonda gástrica após a intubação traqueal, uma vez que não se conhece o tempo de esvaziamento gástrico após utilização de solução contrastante. Esta conduta representa aumento do tempo de anestesia, o que resulta em constante questionamento sobre a possibilidade de esvaziamento do conteúdo gástrico em tempo inferior a uma hora. Seis casos de pacientes submetidos à tomografia de abdômen foram avaliados quanto ao esvaziamento gástrico por meio da realização de cortes tomográficos na topografia do estômago, com o objetivo de determinar a presença ou ausência de conteúdo residual líquido nesse órgão, após a administração da solução de contraste. RELATO DOS CASOS: Foram avaliadas seis crianças submetidas à tomografia contrastada do abdômen. Duas, não anestesiadas, apresentaram expressivo resíduo líquido gástrico decorridos 50 e 45 minutos, respectivamente, da ingestão de contraste. Quatro, submetidas à anestesia geral, também apresentaram resíduo líquido gástrico decorridos 40 a 50 minutos da administração de contraste via sonda oro/nasogástrica. Em duas destas persistiu apreciável resíduo líquido no estômago, mesmo após a aspiração do conteúdo pela sonda. CONCLUSÕES: Nos casos observados, o período de 40 a 50 minutos foi insuficiente para o esvaziamento do estômago, após a administração de solução contrastante e mesmo a sucção do conteúdo por sonda nasogástrica resultou em permanência de significante volume residual líquido.
Palavra-chave ANESTHESIA
COMPLICATIONS
FASTING
THERAPY AND DIAGNOSTIC PROCEDURES
ANESTESIA
COMPLICAÇÕES
JEJUM
PROCEDIMENTOS DE DIAGNOSE E TERAPIA
Idioma Português
Data de publicação 2004-06-01
Publicado em Revista Brasileira de Anestesiologia. Sociedade Brasileira de Anestesiologia, v. 54, n. 3, p. 361-370, 2004.
ISSN 0034-7094 (Sherpa/Romeo)
Publicador Sociedade Brasileira de Anestesiologia
Extensão 361-370
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0034-70942004000300009
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0034-70942004000300009 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/2122

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Nome: S0034-70942004000300009.pdf
Tamanho: 956.0KB
Formato: PDF
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