Avaliação citogénetica e molecular em portadores de cardiopatia conotruncal isolada e em portadores do espectro clínico da síndrome da deleção 22q11.2

Avaliação citogénetica e molecular em portadores de cardiopatia conotruncal isolada e em portadores do espectro clínico da síndrome da deleção 22q11.2

Título alternativo Cytogenetic and molecular evaluation in patients with isolated conotruncal heart defect and in patients with 22q11.2 deletion syndrome phenotype
Autor Belangero, Sintia Iole Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Melaragno, Maria Isabel de Souza Aranha Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A síndrome da deleção 22q 11.2 é a mais freqüente síndrome de microdeleção humana. O fenótipo é altamente variável e é caracterizado por defeitos cardíacos, principalmente do tipo conotruncal, dismorfias faciais, insuficiência velofaríngea, hipoparatireoidismo, hipoplasia de timo, dificuldade de aprendizado e retardo mental. Objetivo: Investigar alterações cromossômicas e a deleção 22q 11.2 quanto à sua presença, origem parental, tamanho e mecanismo de formação. Correlacionar os achados citogenéticos e moleculares como o fenótipo dos pacientes. Material e métodos: Vinte e nove pacientes portadores do espectro clínico da síndrome da deleção 22q 11.2 ou de cardiopatia conotruncal isolada foram estudados por meio de citogenética clássica (com bandamento G), de citogenética-molecular (com hibridação in situ por tluorescência - FISH) e de técnicas moleculares (com 13 diferentes marcadores polimórficos de DNA). Os pais e avós dos pacientes também foram estudados quando possível. Resultados: Todos os cariótipos estudados foram normais, com exceção de um que era 47,XX+idic(22)(ql1.2), responsável pela síndrome do olho do gato. Foi verificada a presença da microdeleção 22ql1.2 em sete dos 29 pacientes (24%): em cinco dos 12 que apresentavam alterações fenotípicas e cardiopatia congênita, em dois dos 13 que apresentavam o fenótipo da síndrome sem alterações cardíacas e em nenhum dos quatro com cardiopatia isolada. Nos cinco casos em que foram investigados os pais, verificou-se que todas deleções eram de novo. A origem da deleção foi determinada em cinco famílias sendo três maternas e duas paternas. Dentre os quatro casos em que foi investigado o tamanho da deleção, esta era de 3 Mb em três casos e menor do que 1,5 Mb em um dos casos, constituindo uma deleção atípica nunca antes descrita. O mecanismo de formação da deleção, investigado em um dos casos, revelou um rearranjo peculiar decorrente de um evento intracromossômico e dois eventos intercromossômicos. Utilizando três marcadores polimórficos de microssatélites de DNA, verificamos que 94% das famílias com probandos e pais, foram informativas quanto à presença da deleção. Conclusão: O estudo da microdeleção 22qll.2 pode ser realizado com as técnicas de FISH e de marcadores de DNA, o que permite sua detecção e determinação da origem parental, da extensão e do mecanismo de formação. Nos casos com deleção, a técnica de FISH possibilita a investigação da presença de alterações cromossômicas nos pais, o que determina o risco reprodutivo do casal e permite um aconselhamento genético adequado.
Palavra-chave Hibridização In situ fluorescente
Síndrome de DiGeorge
Cardiopatias congênitas
Deleção cromossômica
/genética
Cromossomos humanos par 22
Idioma Português
Data de publicação 2005
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2005. 166 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 166 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21051

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