Doença cerebrovascular em adultos com anemia falciforme: avaliação pelo doppler transcranianos e ressonância magnética

Doença cerebrovascular em adultos com anemia falciforme: avaliação pelo doppler transcranianos e ressonância magnética

Título alternativo Cerebrovascular disease in adult patients with sicke cell anemia: a transcranial doppler and magnetic resonance imaging
Autor Silva, Gisele Sampaio Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Massaro, Ayrton Roberto Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Neurologia - Neurociências - EPM
Resumo Objetivos : Apesar das crianças serem as principais acometidas pela doença cerebrovascular na doença falciforme, adulto s falcêmicos também apresentam risco elevado quando comparados à população geral. O Doppler transcraniano é o principal exame para determinação do risco de eventos cerebrovasculares em crianças com anemia falciforme. Alterações na ressonânc ia magnética de encéfalo também foram descritas em até 44% das crianças com anem ia falciforme em estudos recentes. Os objetivos do presente estudo foram: det erminar o papel do Doppler transcraniano na identificação da doença cerebrovascular de pac ientes adultos com anemia falciforme; estudar a freqüência de alterações na ressonância magnética de encéfalo e na angiorressonância das artérias intracranianas desses pacientes; verificar a existência de correlação entre as alterações obs ervadas na ressonância magnética e as velocidades de fluxo sangüíneo obtidas no Doppler transcraniano. Métodos: Todos os pacientes com idade superior a 16 anos ac ompanhados no ambulatório de hematologia da UNIFESP-EPM com o diagnóstico de hem oglobinopatia SS e o mesmo número de voluntários saudáveis pareados por sexo e i dade foram avaliados. Os pacientes foram submetidos ao Doppler transcr aniano, à entrevista e exame clínico, à coleta de um hemograma e à ressonância de encéfalo e angiorressonância das artérias intracranianas, que foram avaliadas por doi s neurorradiologistas que desconheciam os resultados do Doppler transcraniano. Os vo luntários saudáveis foram avaliados com Doppler transcraniano, entrevista e exame cl ínico e coleta de um hemograma. As lesões na ressonância de encéfalo foram classi ficadas em leucoencefalopatia, atrofia, encefalomalácia e infartos lacunares. Critérios de anormalidade na angiorressonância incluíram estenoses ou oclusões arteriais e tortuosidade vascular. Resultados: Cinqüenta e seis pacientes e o mesmo número de voluntários saudáveis foram submetidos ao Doppler transcraniano. As velocidades de fluxo sangüíneo em ambos os grupos se correlacionaram inversamente com o hematócrito. As velocidades de fluxo encontradas em pacientes com anemia falcifo rme foram significativamente maiores do que em voluntários saudáveis. Cinqüenta paci entes realizaram re ssonância de encéfalo e angiorressonância das artérias intracr anianas. A freqüência global de alterações observadas na ressonância de encéfalo ati ngiu 60%. Leucoencefalopatia foi o achado mais comum (48%). A angiorressonância das ar térias intracranianas foi anormal em 72% dos pacientes e estenoses intrac ranianas foram encontradas em 16% dos exames. Pacientes com estenoses intr acranianas e aqueles com lacunas na ressonância de encéfalo apresentaram veloci dades de fluxo significativamente maiores (p=0,01 e p=0,03 respectivamente). Conclusões: As velocidades de fluxo sangüíneo no Doppler transcraniano de adultos com anemia falciforme são significativamente maiores do que as observadas em adultos saudáveis e menores do que as descritas em crianças falcêmicas. Alterações na ressonância de encéfalo e angiorressonância das artérias intracranianas em adultos com anemia falciforme são mais freqüentes do que as descritas em crianças, confirm ando uma tendência de aumento das lesões silenciosas em função da idade identificada em estudos mais recentes. As velocidades associadas a estenoses em adultos falcêmic os são menores do que as descritas na população pediátrica. O Doppler transcr aniano e a ressonância de encéfalo são métodos importantes e complementares na avaliação da doença cerebrovascular do paciente com anemia falciforme e apresent am freqüências de alterações e padrões de anormalidades distintos entre adultos e crianças falcêmicas.

Background : Stroke occurs in 11% of child ren with hemoglobin SS before the age of twenty years and it is also a major cause of morbidity in adults, with an incidence that is at least ten times greater than for Afric an Americans without sickle cell disease (SCD). Transcranial Doppler (TCD) is the key test in determining the need for prophylactic blood transfusion to prevent stroke in ch ildren with sickle cell disease (SCD). Brain imaging abnormalities were reported in up to 44% of children with sickle cell disease (SCD). Objectives : Our objective was to investigate the pattern of TCD velocities, the frequency of brain MRI abnormalities and its co rrelation with TCD velocities in adult patients with SCD. Patients and method : All patients with hemoglobin SS di sease, 16 years of age or older followed in the hematol ogy outpatient clinic of our university hospital were evaluated. TCD exams, a clin ical interview and a complete blood count were performed at the same day. Brain magnetic res onance imaging (MRI) and magnetic resonance angiography (MRA) were evaluated by two neuroradiologist s who were unaware of the TCD results. Lesions were broadly defined to include lacunar infarction, encephalomalacia, leucoencephalopathy or atr ophy. Criteria of abnormality by using MRA included stenosis or apparent occlusion of any vessel and arterial tortuosity. Results : TCD was performed in 56 patients and 56 controls. Velocities in SCD adults were higher t han in controls and negatively correlated to hematocrit in both groups. The overa ll frequency of lacunar infarction, encephalomalacia, leucoencephalopathy or atrophy was 60%. Leukoencephalopathy was the most common finding (48%). MRA was abnormal in 36 patients (72%) and intracranial stenoses were observed in 16% . Patients with MCA or ICA intracranial 98 stenosis and those with lacunar infarctions had significantly higher maxFV (p=0.01 and p=0.03 respectively). Conclusions: The pattern of TCD velocities in adul ts with SCD is different from that described in children. Brain imaging abno rmalities in SCD adult patients are more frequent in adults than in t he pediatric population. MRI and MRA findings correlated with TCD changes, but velocities associated to intr acranial stenosis in adults are lower than in children. TCD and MRI are important met hods in the evaluation of SCD patients and present different patterns and frequency of abnormalities in children and adul
Palavra-chave Anemia Falciforma
Acidente Vascular Cerebral
Adulto
Ultrassonografia Doppler Transcraniana
Imagem por Ressonância Magnética
Idioma Português
Número do financiamento Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Data de publicação 2005
Publicado em SILVA, Gisele Sampaio. Doença cerebrovascular em adultos com anemia falciforme: avaliação pelo Doppler transcraniano e ressonância magnética. 2005. 120 f. Tese (Doutorado) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2005.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 111 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20976

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Nome: Tese-9599.pdf
Tamanho: 2.691MB
Formato: PDF
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