Prevenção do uso indevido de drogas: avaliação de conhecimentos e atitudes dos coordenadores pedagógicos das escola públicas de ensino fundamental da cidade de São Paulo

Prevenção do uso indevido de drogas: avaliação de conhecimentos e atitudes dos coordenadores pedagógicos das escola públicas de ensino fundamental da cidade de São Paulo

Título alternativo Drug misuse prevention: diagnosis of the current situation of knowledge and attitudes of pedagogical supervisors of the municipal elementary schools in the city of São Paulo
Autor Moreira, Fernanda Gonçalves Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Andreoli, Sergio Baxter Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo RESUMO Objetivo: diagnóstico da situação atual de conhecimentos e de atitudes dos Coordenadores Pedagógicos CP das escolas municipais de ensino fundamental da cidade de São Paulo em relação ao uso indevido de substâncias psicoativas pelos alunos. Método: corte transversal com amostra probabilística de 20 por cento das Escolas Municipais de Ensino Fundamental da cidade de São Paulo, das quais foi sorteado um coordenador pedagógico para aplicação de 4 questionários de auto-aplicação: (1) formação e dados pessoais do profissional e dados das escolas; (2) avaliação de atitudes em situações relacionadas ao uso indevido de drogas; (3) avaliação de conhecimentos sobre o tema; (4) avaliação da adequação das propostas de promoção de saúde e temas transversais na escola e da escola promotora de saúde. Além de um questionário preenchido pelo entrevistador: (5) questionário de avaliação do entorno. Foi testada associação entre a presença ou não da exposição do coordenador pedagógico aos conhecimentos de prevenção do uso indevido de drogas, os conhecimentos sobre o assunto apresentados e suas atitudes, por meio de tabelas de contingência e a significância estatística testada pelo Qui-Quadrado, Teste Exato de Fisher, teste T de Studant, ou correlação de Spearmam ou de Pearson. Resultados: perfil da EMEF: funciona há 29 ± 16,8 anos, em 4 períodos (61 por cento); tem 1510 :t 653 alunos, 64 ± 30 professores, 24,7 ± 8,4 alunos por professor, 13,5 :t 6,4 salas de aula por escola, ocupadas por 32,2 :t 9 alunos. Perfil do CP: sexo feminino (91,7 por cento), cristão (89,4 por cento), com alguma freqüência no templo / igreja (60,7 por cento), casado / união estável (50,6 por cento), tem filhos (58,8 por cento), paulistano (81,7 por cento), idade = 43 ± 6,9 anos. Formação do CP: tem especialização ou mestrado (41 por cento), fizeram curso preparatório para CP (17,3 por cento), participou de algum curso sobre drogas (57,3 por cento), atuam como CP há 5,4 ± 4 anos; tempo total de trabalho em escolas = 18,9 ± 7,4 anos, tempo de trabalho como professor = 14,5 ± 6,2 anos. Escores da Escala de Atitudes: 11,5 ± 3,8 (valores possíveis: de -17 a +21). Isto significa que, no geral, os valores encontrados representam atitudes mais compreensivas. Escores da Escala de Conhecimentos Sobre Drogas: 55,2 :t 12,5. Escore médio nas questões (O a 10): sobre o crack = 7 (respostas "não sei" = 5,7 por cento); sobre drogas ilícitas = 6 (respostas "não sei" = 18 por cento); sobre dependente químico = 6 ("não sei" = 16 por cento); sobre o álcool = 4 ("não sei" = 8 por cento). Correlação Escala de Atitudes com Tempo de atuação como CP: R = -0,288; P < 0,01. Diferença de médias da Escala de Atitudes com formação dos CP = -1,93, t = 2,26; gl 80; p < 0,05. Não houve correlação entre conhecimento do CP e: características das escolas; exercício profissional do CP; formação do CP, incluindo cursos sobre drogas e exposição à discussão sobre Redução de Danos. Média na Escala de Conhecimentos no grupo de atitudes de afastamento: diferença de médias é significante para t = 2,74; gl = 85; p < 0,01. orrelação de escores na Escala de Atitudes e Conhecimentos sobre Fatores ssociados ao Risco para o Abuso de Substâncias: R = 0,373, p < 0,01. Conclusões: foi encontrado um descompasso entre o conhecimento geral sobre drogas apresentado pelos entrevistados e as atitudes em situações direta ou indiretamente relacionadas ao uso indevido de drogas nas escolas. O Conhecimento sobre drogas dos educadores é mediano, com melhor desempenho nas questões sobre drogas ilícitas e menor desempenho nas questões sobre o álcool. O conhecimento não se mostrou influenciado pela formação dos CP, está associado ao maior número de pedidos de afastamento da escola e atitudes menos compreensivas na situação de aluno dependente. As atitudes são predominantemente compreensivas, associadas diretamente à formação geral do CP (ter pós-graduação) e ao conhecimento dos fatores associado ao risco para o uso de drogas, e inversamente associadas ao tempo de atuação como CP. Os educadores encontram-se prensados, de um lado a orientação pedagógica vigente que propõe atitudes compreensivas e inclusivas para com os alunos, que é corroborada pela própria prática destes, atenta e sensível às necessidades dos seus alunos; de outro lado, a sobrecarga de trabalho e de responsabilidade e a representação social preconceituosa do uso e do usuário de drogas ilícitas, inserida na sociedade ocidental-moderno-contemporânea que continua a criar seus bodes expiatórios.
Palavra-chave Redução do dano
Transtornos relacionados ao uso de substâncias/prevenção & controle
Instituições acadêmicas
Idioma Português
Data de publicação 2005
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2005. 126 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 126 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20958

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