Fatores prognósticos de regurgitação crônica e de perda de peso após bypass gástrico em Y-DE-ROUX com anel de silicone para tratamento de obesidade

Fatores prognósticos de regurgitação crônica e de perda de peso após bypass gástrico em Y-DE-ROUX com anel de silicone para tratamento de obesidade

Título alternativo Predictive factors of chronicle regurgitation and weight loss after silicon ring ROUX-en-Y gastric bypass for obesity treatment
Autor Arasaki, Carlos Haruo Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Del Grande, José Carlos Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Ciência cirúrgica interdisciplinar – São Paulo
Resumo Introdução: Regurgitação freqüente após bypass gástrico em Y-de-Roux, para tratamento da obesidade mórbida, pode ser decorrente de diâmetro estreito do anel de silicone e, também, de hipotonia do esfíncter esofágico inferior. Objetivos: Medir o risco de se tornar regurgitador crônico depois de cirurgia bariátrica, considerando-se fatores técnicos e fisiológicos, e avaliar a relação entre regurgitação crônica e perda de peso. Métodos: 80 pacientes, obesos mórbidos segundo critério de índice de massa corpórea (IMC), foram selecionados aleatoriamente para serem submetidos a bypass gástrico em Y-de-Roux com anel padrão (62 mm de comprimento - grupo A) ou largo (77 mm - grupo B), e acompanhados durante os primeiros 6 meses de pós-operatório. Parâmetros de manometria esofágica pré-operatória foram relacionados à ocorrência de regurgitação crônica pós-operatória nos dois grupos formados por 40 pacientes cada. Foram considerados regurgitadores crônicos os que apresentavam o evento durante mais de 1° dias por mês. Resultados: Os dois grupos eram homogêneos quanto a idade (38,4 :t 10,9 VS. 39,3 :t 10,5 anos), gênero (1 :4,0 VS. 1 :4,7 na proporção masculino/feminino), raça (90,0 por cento VS. 87,5 por cento de brancos), peso (128,1 :t 21,4 VS. 134,0 :t 25,7 kg), IMC (47,8 :t 6,1 VS. 50,2 :t 6,4 kg/m2) e doenças associadas à obesidade. No grupo B, contudo, haviam mais fumantes (p=o, 043), e os pacientes tinham comprimento de esôfago, sob ação da crura diafragmática, maior (p=0,019) no pré--operatório. Após cirurgia, houve um caso de embolia pulmonar, dois casos de fístula gástrica, e nenhum óbito. O grupo A teve perda do peso em excesso 3,15 por cento :t 1,45 por cento maior que o grupo B (p=o, 033). Observou-se 15 por cento a mais de pacientes regurgitadores crônicos no grupo A quando comparado ao grupo B. Ao todo, regurgitadores crônicos tiveram 4,55 por cento :t 2,08 por cento de perda do peso em excesso a mais que os não- regurgitadores crônicos (p=o, 032). Já os regurgitadores crônicos do grupo A perderam, em média, 9,6 por cento :t 4,2 por cento a mais do peso em excesso quando comparados aos regurgitadores crônicos do grupo B (p=0,026), e 6,1 por cento :t 2,5 por cento a mais do peso em excesso quando comparados aos não-regurgitadores crônicos do grupo A (p=0,016). I Houve maior proporção de regurgitadores crônicos com hipotonia do esfíncter I esofágico inferior (pressão respiratória média <14 mmHg) quando comparados com I não-regurgitadores crônicos (p=o, 008). Em média, não-regurgitadores crônicos apresentaram pressão do componente fásico do esfíncter esofágico inferior, correspondente à ação da crura diafragmática, 14,2 :t 6,6 mmHg maior do que regurgitadores crônicos (p=O,OO1). A regressão logística demonstrou que a chance de ser regurgitador crônico no grupo A é 4,5 vezes maior que no grupo B (p=O,046), e, também, que a chance de ser regurgitador crônico tendo hipotonia do esfíncter esofágico inferior é 7 vezes maior do que tendo pressão normal nesse esfíncter (p=O,OO6). Conclusões: Tamanho do anel de silicone e hipotonia do esfíncter esofágico inferior são fatores prognósticos independentes para regurgitação crônica após bypass gástrico em Y-de-Roux. Tamanho do anel e regurgitação crônica contribuem significantemente para perda de peso, nos primeiros seis meses de pós- operatório.

Introduction: Frequent regurgitation after Roux-en-Y gastric bypass, performed in order to treat morbidly obese patients, may be due to a narrow diameter of silicon ring and to a defective lower esophageal sphincter. Purpose: To estimate the risk of having chronicle regurgitation after bariatric surgery, regarding technical and physiological factors, and to evaluate the relationship between regurgitation and weight loss. Methods: Eighty patients suffering from morbid obesity, based on body mass index (BMI) criterion, were randomly selected to be submitted to a Roux-en-Y gastric bypass with either a standard or a large ring (62 or 77 mm in length, respectively, group A and B), with a six month follow-up evaluation. Pre-operative esophageal manometric data were compared to occurrence of post-operative chronicle regurgitation within two groups of 40 patients each one. Individuals presenting complaint of that symptom for more than 10 days in a month were named chronicle regurgitant. Results: The groups were comparable regarding age (38.4 ± 10.9 vs. 39.3 ± 10.5 years old), gender (1:4.0 vs. 1:4.7 of male/female ratio), ethnic group (90.0% vs. 87.5% of white race), weight (128.1 ± 21.4 vs. 134.0 ± 25.7 kg), BMI (47.8 ± 6.1 vs. 50.2 ± 6.4 kg/m2 ) and comorbidities. However, there were more smokers in group B (p=0.043), and esophageal length under crural diaphragm action was larger (p=0.019) in the same group, preoperatively. Complications consisted of one case of pulmonary thromboembolism, two cases of gastric leakage, but no deaths. Group A had lost 3.15% ± 1.45% more excess weight than the other group (p=0.033). There were 15% more chronicle regurgitant patients in group A than in group B. In all, chronicle regurgitant patients had lost 4.55% ± 2.08% more excess weight than nonchronicle regurgitant ones (p=0.032). Nevertheless, chronicle regurgitant patients in group A lost 9.6% ± 4.2% more excess weight than chronicle regurgitant ones in group B (p=0.026), and 6.1% ± 2.5% more excess weight than nonchronicle regurgitant patients in group A (p=0.016). There were more chronicle regurgitant patients with lower esophageal sphincter hypotonia (mean respiratory pressure <14 mmHg) than nonchronicle regurgitant ones (p=0.008). Phasic component pressure of lower esophageal sphincter, corresponding to crural diaphragm action, was 14.2 ± 6.6 mmHg higher in nonchronicle regurgitant patients than in chronicle regurgitant ones (p=0.001). Logistic regression indicated that the odds ratio to be a chronicle regurgitant individual in group A was 4.5 times greater than in group B (p=0.046), and as well that odds ratio to be a chronicle regurgitant having lower esophageal sphincter hypotonia was 7 times greater than having normal pressure of this sphincter (p=0.006). Conclusions: Silicon ring size and lower esophageal sphincter hypotonia are independent predicting factors for chronicle regurgitation after Roux-en-Y gastric bypass. Ring size and chronicle regurgitation contribute significantly to weight loss, during the first six months.
Palavra-chave Obesidade mórbida
Manometria
Refluxo gastroesofágico
Derivação gástrica
Elastômeros de silicone
Idioma Português
Data de publicação 2005
Publicado em ARASAKI, Carlos Haruo. Fatores prognósticos de regurgitação crônica e de perda de peso após bypass gástrico em Y-de-Roux com anel de silicone para tratamento de obesidade. 2005. 111f. Tese (Doutorado em Ciências) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2005.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 111 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20763

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Nome: Publico-20763.pdf
Tamanho: 977.4KB
Formato: PDF
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