Avaliação do uso da fita reagente de uroanálise na determinação da celularidade do liquido ascítico com vistas ao diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea

Avaliação do uso da fita reagente de uroanálise na determinação da celularidade do liquido ascítico com vistas ao diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea

Título alternativo Evaluation of reagent strips for ascitic fluid celularity determination in the spontaneous bacterial peritonitis diagnosis
Autor Ribeiro, Tarsila Campanha da Rocha Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Kondo, Mario Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A peritonite bacteriana espontânea (PBE) acomete 10-30 por cento dos cirróticos admitidos em ambiente hospitalar e 3 por cento dos submetidos a paracentese ambulatorial, podendo a mortalidade ultrapassar 50 por cento dos casos se diagnóstico não for prontamente instituído. A contagem de polimorfonucleares do líquido ascítico tem sido considerada padrão ouro para o diagnóstico da infecção. Tendo em vista ser comum a demora na realização destes exames em alguns centros tem-se buscado métodos mais práticos e rápidos para diagnóstico desta afecção. Objetivo: Avaliar a sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo e acurácia diagnóstica do uso da fita reagente Multistix 1OSG® no diagnóstico da peritonite bacteriana espontânea. Casuística: Foram avaliados prospectivamente 200 análises de líquido ascítico de 106 pacientes cirróticos descompensados em ascite nos ambulatórios de Fígado e Transplante Hepático da Universidade Federal de São Paulo e Universidade Federal de Juiz de Fora no período de abril de 2003 a dezembro de 2005. Oitenta e dois (77 por cento) pacientes eram do sexo masculino e a média de idade foi de 54 ± 12. A etiologia da cirrose foi: etilismo (43 por cento), viral (24 por cento), associação álcool e vírus (12 por cento) . Conforme o Score prognóstico de Child-Pugh 51 por cento eram Child C e 44 por cento Child B. Metodologia: Os pacientes foram submetidos a paracentese diagnóstica ou evacuadora ern regime ambulatorial e/ou hospitalar, sendo o material enviado para análise bioquímica para avaliação de citologia e diferencial. A fita Multistix 10SG® era testada a beira do leito e a leitura colorimétrica comparada à escala contida no próprio frasco. Resultados: Em 76 por cento dos casos a paracentese foi realizada em regime ambulatorial, havendo sintomas clínicos sugestivos de PBE em 14 por cento das punções. Os sintomas mais comuns foram encefalopatia hepática (52 por cento), dor abdominal (24 por cento) e febre (21 por cento). A média de paracenteses por paciente foi de 1,8. Foram identificados 11 casos de infecção do líquido ascítico, sendo a forma mais comum de infecção a ascite neutrocítica. Considerando positivo o resultado da fita reagente quando maior do que "2" ou traços (escala colorimétrica do rótulo do frasco) a sensibilidade alcançada foi de 86 por cento com especificidade de 96 por cento e valores preditivos positivo e negativo de 60 e 99 por cento, respectivamente. A acurácia diagnóstica nestes casos foi de 95 por cento. Conclusão: 0 uso da fita reagente de uroanálise no diagnóstico da PBE parece ser uma boa alternativa, tendo em vista o baixo custo, ampla disponibilidade e facilidade do método uma vez que os resultados acurácia diagnóstica são satisfatórios.
Palavra-chave Ascite
Peritonite
Diagnóstico
Idioma Português
Data de publicação 2005
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2005. 63 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 63 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20696

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