Ação crônica da estavudina sobre os fígados, pâncreas e rins maternos e fetais durante a prenhez da rata albina (Rattus norvegicus albinos, Rodentia, Mammalia): aspectos morfológicos e bioquímicos

Ação crônica da estavudina sobre os fígados, pâncreas e rins maternos e fetais durante a prenhez da rata albina (Rattus norvegicus albinos, Rodentia, Mammalia): aspectos morfológicos e bioquímicos

Título alternativo Effects of chronic stavudine exposure on liver, pancreas and kidneys of pregnant rats and their fetuses: morphological and biochemical aspects
Autor Barreto, Regina Lucia Braga Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Simões, Manuel de Jesus Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: o uso de modelos experimentais em ensaios biológicos para estabelecer o risco de administração de fármacos no período gestacional tem se mostrado de grande utilidade. O uso de anti-retrovirais, dentre os quais se destaca a estavudina, por mulheres em idade reprodutiva, incluindo grávidas, tornou-se freqüente e necessário para prevenir a transmissão vertical do HIV. Objetivo: estudar a ação crônica da estavudina durante toda a prenhez da rata albina não infectada, avaliando aspectos morfológicos e bioquímicos. Métodos: administramos estavudina por gavagem a ratas albinas (Rattus norvegicus albinus, Rodentia, Mammalia) do dia zero ao vigésimo dia da prenhez. Utilizamos quarenta animais prenhes distribuídos, aleatoriamente, em quatro grupos numericamente iguais: grupo controle C, que recebeu 2 ml de água destilada/dia (veículo do fármaco). Grupos experimentais E1, E2 e E3 que receberam, respectivamente 1, 3 e 9mg/Kg ao dia de estavudina em dose única diária. No vigésimo dia, os animais foram anestesiados e sacrificados após coleta de sangue para análises bioquímicas (ALT, AST, uréia, creatinina, glicemia e amilase). A seguir, foram retiradas amostras de fígado, rins e pâncreas maternos e fetais, que foram preparados para estudo histopatológico através de microscopia óptica. Resultados: encontramos alterações morfológicas progressivas em fígados das matrizes nos grupos E1, E2 e E3, sem correlação bioquímica, pois as dosagens de AST e ALT não expressaram lesão hepática isolada. Nos rins maternos dos vários grupos, não encontramos lesão evidenciável à microscopia óptica, nem em níveis de uréia e creatinina. Nos pâncreas maternos houve, nos grupos E2 e E3, sinais moderados e progressivos de toxicidade da droga, sem correlação bioquímica, já que os níveis de glicemia e amilase não mostraram alterações estatisticamente significantes. Nos fetos, fígados rins e pâncreas dos diferentes grupos apresentaram-se normais à microscopia óptica. Conclusão: a estavudina foi bem tolerada nas doses utilizadas, apresentando, apenas nas doses mais elevadas, discreta e moderada toxicidade hepática e pancreática nas matrizes, sem correlação bioquímica, evidenciando reserva funcional dos órgãos. Não houve efeitos deletérios sobre os tecidos fetais estudados em nenhuma das doses empregadas.
Palavra-chave Estavudina
Gravidez
Ratos
Feto
Idioma Português
Data de publicação 2005
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2005. 74 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 74 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20657

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