Influência dos marcadores ultra-sonográficos de segundo trimestre no risco de síndrome de Down em gestantes com idade materna avançada

Influência dos marcadores ultra-sonográficos de segundo trimestre no risco de síndrome de Down em gestantes com idade materna avançada

Título alternativo Influence of sonographic markers in the second trimester of pregnancy on the risk of fetal Down syndrome in patients with advanced maternal age
Autor Kataguiri, Mariza Rumi Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Moron, Antonio Fernandes Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Medicina (Obstetrícia) – São Paulo
Resumo Objetivos: Avaliar a associação de alguns marcadores ultra-sonográficos de segundo trimestre com a síndrome de Down em gestantes com idade materna avançada que realizaram estudo cromossômico fetal por meio da amniocentese, além de procurar associação entre a presença de malformações estruturais fetais detectadas no ultra-som com essa aneuploidia. Métodos: Analisamos 889 casos consecutivos submetidos à coleta de amniocentese e enviados ao laboratório de citogenética do Centro Paulista de Medicina Fetal, no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2003. As amostragens foram realizadas por via transabdominal, com agulha de calibre 20 Gauge, sob monitorização ultra-sonográfica contínua, em idades gestacionais que variaram de 14 a 30 semanas, com média de 17,7 semanas (± 3,1) para os casos com síndrome de Down e 17,3 semanas (± 2,4) para os fetos cromossomicamente normais. As indicações foram por idade materna avançada somente ou pela presença de marcadores ultra-sonográficos nesse grupo de pacientes, em que a idade no momento da coleta variou de 35 a 47 anos, com média de 38,8 anos (± 2,9) para as 31 gestantes portando fetos com síndrome de Down e 38,6 anos (± 2,6) para as 858 gestantes com fetos cromossomicamente normais. Aconselhamento genético e exame ultra-sonográfico genético antecederam a realização da amniocentese (aparelhos Synergy e Logic 500 GE), incluindo análise da biometria fetal na procura por malformações estruturais e por marcadores ultrasonográficos (prega nucal ≥ 6 mm, foco hiperecogênico intracardíaco, hiperecogenicidade intestinal, cisto de plexo coróide, ossos curtos, ventriculomegalia discreta, pielectasia renal bilateral, artéria umbilical única, alteração de extremidades fetais). Resultados: 758 exames de amniocenteses foram realizados devido à idade materna avançada e 131, por idade materna avançada e presença de marcadores ultra-sonográficos. Desses, 3,5% apresentaram trissomia do cromossomo 21, sendo 61,3% desses casos tinham a amniocentese indicada pela presença de marcadores ultra-sonográficos, e 38,7% somente por idade materna avançada. O marcador ultrasonográfico mais freqüente e que mostrou maior associação com a síndrome de Down foi prega nucal aumentada (35,9%), seguida de foco hiperecogênico cardíaco e malformação fetal estrutural. A medida de fêmur curto só foi importante se junto a outros marcadores no mesmo feto. Outros marcadores estudados não foram associados fortemente com essa trissomia. A malformação estrutural esteve presente em 24,4% dos fetos sindrômicos e a alteração mais comum foi a presença de higroma cístico. Conclusão: A presença de marcadores ultra-sonográficos de segundo trimestre influencia no aumento do risco para síndrome de Down. Em nosso estudo, a presença de dois marcadores é necessária para aumentar seu rastreamento e a prega nucal é o marcador mais sensível e mais associado com essa síndrome. Não se discute a importância da presença dos marcadores durante o ultra-som genético de segundo trimestre para afastar o risco de síndrome de Down, mas, em população de gestantes com idade materna avançada, esse exame não substitui a pesquisa de cariótipo fetal pela amniocentese.

Purpose: To evaluate the use of second trimester genetic sonography for the prenatal detection of Down syndrome by examining multiple aneuploidy markers in patients with advanced maternal age that to have invasive testing as a first option (amniocentesis) and as second purpose, it was looked to associate the presence of structural malformations with this aneuploidy. Methods: We analyze 889 cases submitted to genetic amniocentesis obtained by transabdominal via and analyzed at cytogenetics laboratory of “Centro Paulista de Medicina Fetal” from January, 1998 to December, 2003. The reason for indicating the exam was duo to the advanced maternal age or the multiple aneuploidy markers in this group of patients. The genetic acounselling and sonography by examination was previously carried out to the accomplishment of amniocentese (SYNERGY and LOGIC 500 GE) including the evaluation of fetal biometry and anatomy for detection of structural anomalies and the anatomic for detection of structural anomalies and the sonographic markers of aneuploidy (thickened nucal fold of 6 mm or greater, cardiac echogenic focus, hyperecogenic bowel, plexus choroid cysts, humeral and femur short lengths, mild ventriculomegaly, renal pyelectasis, single umbilical artery, abnormalities of the hands and feet). Results: The outcome information was obtained according to 758 cases of normal fetuses with advanced maternal age and 131 cases with ultrasound markers of aneuploidy and advanced maternal age. The gestational ages ranged from 14 to 30 weeks with an average of 17,7 weeks (± 3.1) for the cases carrying Down syndrome and 17,3 weeks (± 2,4) for the normal fetuses. The maternal age 35 to 47 years, with an average of 38,8 years (± 2,9) for the 31 cases carrying Down syndrome and 38,6 years (± 2,6) for the 858 cases carrying normal fetuses. From these, 3,5% had been for trisomy 21, being 61.3% of these referred to abnormal sonographic findings and 38.7% only for advanced maternal age. The most frequent single marker and that presented greater association to the Down syndrome was the thickened nucal fold increased, following the hyperecogenic cardiac focus and the structural malformation. The shortened femur length was associated only when present with another sonographic marker. Others studied markers were not strongly associated to this trisomy. The structural malformation was present in 19% of the fetus with trisomy 21 and the most common abnormality was cystic higroma. Conclusion: We conclude to the presence of sonographic markers influence in the increased risk for Down syndrome. In our study, the presence of two markers is commonly used in order to increase risk and the thickened nucal fold is the most sensible and associated marker with this syndrome. Here our argument is not the importance to the use of second trimester genetic sonography for the prenatal detection of Down syndrome, by examining multiple aneuploidy markers; but our concerning aims the women of advanced maternal age and that the use of genetic sonography does not substitute the need of amniocentesis for the fetal karyotype diagnosis importance.
Palavra-chave Ultrassonografia Pré-Natal
Segundo Trimestre da Gravidez
Síndrome de Down
Idade Materna
Down syndrome
Prenatal diagnosis
Sonographic markers
Advanced maternal age
Idioma Português
Data de publicação 2005
Publicado em KATAGUIRI, Mariza Rumi. Influência dos marcadores ultra-sonográficos de segundo trimestre no risco de síndrome de Down em gestantes com idade materna avançada. 2005. 165 f. Dissertação (Mestrado) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2005.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 149 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20614

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Nome: Tese-9227.pdf
Tamanho: 1.598MB
Formato: PDF
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