Alterações funcionais e morfológicas da célula epitelial tubular no transplante renal e sua repercussão na função renal

Alterações funcionais e morfológicas da célula epitelial tubular no transplante renal e sua repercussão na função renal

Título alternativo Functional and morphologic changes of tubular epithelial cell in renal transplantation and its impact on renal function
Autor Matos, Ana Cristina Carvalho de Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Pacheco-Silva, Alvaro Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A nefropatia crônica do enxerto (NCE) é urna das principais causas de perda do enxerto após o primeiro ano do transplante. Estudo prévio demonstrou que altos níveis urinários de proteína transportadora do retinol (RBP) se associaram à NCE. Corn o objetivo de identificar em pacientes transplantados renais com função renal boa e estável, as características morfológicas que se correlacionam aos altos níveis de RBPu e potenciais marcadores laboratoriais e histológicos da função do enxerto renal a longo prazo, realizamos 74 biópsias protocolares em 50 transplantados renais assintomáticos após uma média de 1 19 dias do transplante (30-690 dias). A histopatologia foi avaliada pela Classificação de Banff-1997, com análise semi-quantitativa das alterações tubulares (atrofia, degeneração epitelial tubular e tubulite) e intersticiais (inflamação e fibrose), calculando-se os escores de lesão tubular, intersticial e total (0- I 5). As biópsias foram coradas com Picro Sirius (PS), observadas sob luz polarizada e a fibrose foi quantificada das imagens digitalizadas. Realizou-se imuno-histoquímica para vimentina (marcador mesenquimal ), -SMA (marcador de miofibroblastos) e citoceratina (marcador epitelial). A função tubular proximal foi avaliada pela medida da RBPu no momento da biópsia. A função renal foi avaliada por meio da creatinina (Cr) e do clearance de creatinina (CICr) calculado em diferentes tempos. A alteração da função renal foi calculada pela diferença do CICr atual e o da época da biópsia ou pela diferença do CICr atual e o da época da biópsia dividido pelo CICr da biópsia. Na maioria dos pacientes encontramos alterações tubulointersticiais leves, sendo que 30 por cento dos pacientes estavam livres qualquer lesão tubulintersticial. A média da fibrose estimada pelo PS estava dentro da faixa considerada normal. Encontramos a expressão tubular de vimentina e1n 60 por cento das amostras, principalmente em biópsias que apresentavam mais dano tubulointersticial (inflamação, fibrose e atrofia). A expressão de -SMA foi verificada somente no interstício, em biópsias que apresentavam mais atrofia, fibrose e depósito de colágeno intersticial. Encontramos 10 casos com achados histológicos compatíveis com NCE durante o acompanhamento, sendo que 2 pacientes evoluíram com perda do enxerto. Quarenta e dois por cento dos pacientes apresentavam disfunção tubular proximal no momento da biópsia. Os níveis elevados de RBPu não se associaram às alterações tubulointesticiais, aos marcadores imuno-histoquímicos e à fibrose estimada pelo PS. Na análise univariada das 50 amostras, a expressão intersticial de -SMA se associou à pior creatinina de 1 ano. Na análise multivariada das 50 amostras, a expressão intersticial de -SMA, o uso de tacrolimo e enxertos provenientes de doadores mais velhos estiveram associados independentemente a um menor clearance de creatinina na época da biópsia. Na análise univariada das 50 amostras, a RBPu maior que 1 mg/dl se associou à piora da função renal durante o período seguimento. Na análise multivariada das 50 amostras, os níveis elevados de RBPu se associaram à pior creatinina de 1 ano, à pior creatinina de 2 anos e à piora da função renal no seguimento. Na análise multivariada, o diagnóstico histológico de NCE se associou à pior creatinina de 1 ano e de 2 anos. A fibrose estimada quantitativamente (Picro Sirius/morfometria) não se associou à função renal a longo prazo. Na análise univariada, a expressão tubular de vimentina em biópsias realizadas após três meses ou mais do transplante associou-se `pior creatinina na época da biópsia, à pior creatinina de 1 ano e à pior creatinina de 2 anos. A expressão de vimentina não se associou com as alterações do clearance de creatinina no seguimento. Este trabalho evidencia que quando a disfunção tubular proximal, avaliada pela RBPu, é detectada precocemente, está associada a uma evolução desfavorável da função renal do enxerto a médio prazo. Essa disfunção tubular detectada precocemente não está acompanhada de alterações morfológicas/imuno-histoquímicas da região tubulointersticial, sugerindo tratar-se de uma lesão de caráter funcional e potencialmente reversível.
Palavra-chave Transplante de rim
Fibrose
Síndrome de Fanconi
Idioma Português
Data de publicação 2004
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2004. 118 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 118 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20360

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