Terapia cognitivo-comportamental para o tratamento de pacientes fibromiálgicos: estudo controlado e randomizado

Terapia cognitivo-comportamental para o tratamento de pacientes fibromiálgicos: estudo controlado e randomizado

Título alternativo Cognitive behavioral therapy for the treatment of fibromyalgia: a randomized controlled trial
Autor Falcao, Dircilene da Mota Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Natour, Jamil Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivos: Avaliar a eficácia de um programa de terapia cognitivo-comportamental (TCC) no tratamento de pacientes fibromiálgicos Métodos: Sessenta pacientes com fibromialgia (de acordo com os critérios classificação do ACR) foram randomizados em dois grupos: um que foi submeti a uma intervenção com TCC (dividido em subgrupos de 5 pacientes) que consistiu de dez sessões, uma vez por semana, com relaxamento muscular monitorado por eletromiografia (EMG) (3 sessões iniciais) e manejo de estresse psicológico comportamental (7 últimas sessões) e outro com visitas médicas de rotina semanais, pelo mesmo período de tempo. Pacientes de ambos os grui receberam amitriptilina na dose de 25mg/dia ou ciclobenzaprina na dose 10mg/dia, além de paracetamol na dose de 750 mg cada 8 horas quando necessário. Avaliação cega foi realizada em todos os pacientes no início tratamento (TO), após o final de dez semanas (T1) e após três meses do seu final (T2) com os seguintes instrumentos: escala visual analógica de dor (VA questionário genérico SF-36, inventário de ansiedade-estado (DATE), inventário beck de depressão (IBD), escala de melhora (likert scale) e FIQ. O número comprimidos de paracetamol também foi usado como parâmetro de avaliação. Resultados: Nove pacientes (5 do grupo de intervenção e 4 do controle) for excluídas. Os grupos foram homogêneos quanto a variáveis demográfica quantitativas. Observamos diferença estatisticamente significante entre os grupos a favor do grupo submetido a TCC para as variáveis IBD (p= 0,01) e componente saúde mental do SF 36 (p= 0,012). Essa diferença foi observada T1 e permaneceu estável em T2. Os valores médios para essas variáveis grupo de intervenção (TCC) e controle no T0, T1 e T2 foram respectivamente 20.60, 7.56 e 10.60 versus 25.76, 13.96 e 15.61 para IBD; 44.00, 71.80 e 69 versus 38.30, 57.07 e 56.15 para saúde mental. O número médio de comprimi( de paracetamol usado no grupo submetido a TCC foi significantemente difere daquele do grupo controle (p= 0,043). Conclusões: A terapia cognitivo-comportamental foi superior a apenas consultas médicas de rotina nas variáveis depressão, saúde mental e número de comprimidos de paracetamol ingeridos pelas pacientes no período do estudo. Não foi demonstrada, no entanto, superioridade nas demais variáveis avaliadas.
Assunto Fibromialgia
Terapia cognitiva
Técnicas psicológicas
Ensaios clínicos como assunto
Saúde mental
Idioma Português
Data 2004
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2004. 100 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 100 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/20140

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