Violencia conjugal fisica em comunidade urbana de baixa renda

Violencia conjugal fisica em comunidade urbana de baixa renda

Título alternativo Physical marital violence in an urban poor community: prevalence, impact, help seeking and associated factors
Autor Bruschi, Alessandra Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A grande maioria dos estudos brasileiros sobre violencia conjugal fisica esta baseada em clientela de servicos, nao trazendo informacoes sobre a magnitude do problema na populacao. Objetivos: 1) Verificar a prevalencia de violencia conjugal fisica ao longo da vida, na gravidez e nos ultimos 12 meses; 2) identificar o impacto da violencia na Saúde da mulher, trabalho e vida familiar; 3) identificar os tipos de ajuda procurada; e 4) verificar se fatores relacionados a mulher e a seu marido/companheiro estao associados a violencia conjugal fisica. Metodo: Desenho: Estudo de corte transversal. Amostra: aleatoria de domicilios de bairro de baixa renda do municipio de Embu, São Paulo. Participantes: 86 mulheres (15-49 anos) residindo com filho menor de 18 anos e tendo marido/companheiro residente no domicilio atualmente ou no passado. Medidas: 1) Violencia conjugal fisica: algum tipo (tapa, chute, soco, espancamento, uso/ameaca de uso de arma, outros), grave (chute, soco, espancamento, uso/ameaca de uso de arma) e nao grave (so tapa); 2) impactos: necessidade de cuidados medicos devido as agressoes, impedimento para realizar tarefas domesticas e trabalho remunerado, separacao do casal e filhos como testemunhas da violencia; 3) procura de ajuda de pessoas e instituicoes; e 4) fatores associados a violencia conjugal fisica: relacionados a mulher (problemas de Saúde mental = escore > 7 no SRQ-20/ Self Report Questionnaire; ideias e tentativas de suicidio: antecedentes de punicao severa e violencia conjugal entre pais na infancia) e a seu marido/companheiro (ocorrencia de embriaguez do parceiro pelo menos uma vez nos ultimos 12 meses e frequencia da embriaguez do parceiro). Resultados: Prevalencia de violencia conjugal fisica: ao longo da vida (algum tipo = 33,7 por cento, grave = 22,1 por cento, nao grave = 10,5 por cento); na gravidez ao longo da vida (algum tipo = 16,3 por cento, grave = 9,3 por cento, nao grave = 7,0 por cento); e nos ultimos 12 meses (algum tipo = 13 por cento, grave = 10,4 por cento, nao grave = 2,6 por cento). Todas as mulheres que sofreram violencia grave ao longo da vida tambem referiram tapa. Impacto: Dentre as mulheres que sofreram violencia fisica grave ao longo da vida (N=19), 36,8 por cento acharam que precisavam de cuidados medicos, 26,4 por cento procuraram servicos de Saúde e 5,3 por cento foram hospitalizadas. Quanto ao trabalho, 15,8 por cento das mulheres relataram incapacidade para realizar tarefas domesticas e dentre as vitimas que estavam realizando trabalho remunerado 7,7 por cento nao conseguiram realiza-lo. A separacao do casal foi mais temporaria (42,1 por cento), do que permanente (10,5 por cento) e em 68,4 por cento dos casos, os filhos presenciaram as agressoes graves entre o casal. Procura de ajuda: As mulheres gravemente agredidas ao longo da vida (N=19) procuraram a ajuda de pessoas [familia da mulher (47,4 por cento, familia do marido/companheiro (36,8 por cento) e amigos (31,6 por cento)]a(au)
Palavra-chave Maus-Tratos Conjugais
Prevalência
Fatores de Risco
Impacto Psicossocial
Grupos de Autoajuda
Idioma Português
Data de publicação 2003
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2003. 126 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 126 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/19926

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