Dor em crianças e adolescentes com câncer

Dor em crianças e adolescentes com câncer

Título alternativo Pain in children and adolescents with cancer: clinical features, treatment and problems
Autor Caran, Eliana Maria Monteiro Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Petrilli, Antonio Sergio Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivo: implantação de protocolo multiprofissional de avaliação e tratamento medicamentoso da dor na unidade de oncologia pediátrica. Avaliar a aplicabilidade de escalas para a quantificação da dor em crianças e adolescentes com câncer. Desenvolver escalas para uso domiciliar. Colaborar no conhecimento da etiologia, aspectos clínicos, tratamento da dor e dos efeitos colaterais dos opiáceos. Avaliar a utilidade e aplicabilidade da classificação dos pacientes de acordo com o período de assistência oncológica. Métodos: estudo prospectivo, não randomizado, uninstitucional, realizado de setembro de 2000 a julho de 2003. Foram estudados 206 episódios de pacientes com câncer e dor moderada/intensa. Foram excluídos pacientes em pós-operatório imediato, pós-procedimentos e quem não necessitasse de opiáceos (exceto se dor neuropática). Os pacientes foram classificados de acordo com a assistência oncológica (diagnóstico, tratamento, FP de cura, recidiva e F de tratamento) e medicados de acordo com a causa e intensidade da dor. O acompanhamento foi multiprofissional com revisão freqüente da efetividade dos efeitos colaterais das medicações. Resultados: os pacientes dos 206 episódios estudados apresentaram idade média de 11,9 anos. Os tumores que mais causaram dor direta ou indiretamente foram os tumores ósseos, os sarcomas de partes moles e os neuroblastomas. Em 77,7 por cento dos episódios, os pacientes referiram outras queixas além da dor, especialmente distúrbios do sono e gastrintestinais. Colaboraram, nas quantificações domiciliares da dor, 76,7 por cento dos pacientes e a escala numérica foi a mais utilizada. As escalas domiciliares apresentaram aplicabilidade e foram utilizadas como meio de comunicação, entretanto faltam estudos para a sua validação. A dor foi principalmente de intensidade moderada (64,1 por cento), nociceptiva (69,9 por cento) e causada pelo tumor (69,9 por cento). Em 35,9 por cento dos episódios, o tratamento da dor foi com opiáceos fracos, em 23,3 por cento opiáceos fortes, em 36,4 por cento opiáceos fracos/fortes e em 4,3 por cento foram drogas adjuvantes. A morfina foi utilizada em 59,2 por cento dos episódios, sendo substituída em 12 casos (6 por efeitos colaterais e 6 por problemas clínicos). Os pacientes FP de cura foram os que mais utilizaram opiáceos fortes e escalonaram as doses. O tempo de uso da morfina foi fator importante no desencadeamento dos efeitos colaterais. A constipação, sonolência e prurido foram os efeitos indesejáveis mais freqüentes. A dependência psíquica ocorreu em 2 pacientes, sendo que 1 era usuário de drogas ilícitas, 20 pacientes¿(au)
Palavra-chave Entorpecentes
Dor
Neoplasias
Criança
Adolescente
Idioma Português
Data de publicação 2003
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2003. 238 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 238 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/19856

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