Risco de litiase em trabalhadores de ambiente com alta temperatura

Risco de litiase em trabalhadores de ambiente com alta temperatura

Título alternativo Risk of lithiasis in hot ambient workers
Autor Atan, Luiz Cezar Lopes Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo O presente estudo teve como objetivo, avaliar a incidencia de litiase urinaria e os possiveis disturbios metabolicos em trabalhadores de uma empresa siderurgica, expostos a temperaturas elevadas (>45ºC) de forma continua ou intermitente. Foram avaliados 181 pacientes com litiase e 59 sem litiase, divididos em grupos conforme a area de trabalho. 0 estudo constou de duas etapas. Na primeira etapa, os trabalhadores portadores de litiase foram divididos em dois grupos: o de area quente, formado por 103 trabalhadores de area com temperatura superior a 45ºC, todos do sexo masculino, com idade media de 30,34± 6,20. 0 de area nao quente, era formado por 78 trabalhadores expostos a temperatura ambiente, todos do sexo masculino, com idade media de 33,53±6,25. Nos dois grupos foi determinada a incidencia da litiase urinaria. Na segunda etapa, 59 trabalhadores escolhidos aleatoriamente, nao portadores de litiase, expostos a temperatura elevada e a temperatura ambiente foram submetidos a um protocolo para estudo metabolico. Todos eram do sexo masculino, tinham creatinina serica normal e foram divididos em dois grupos: de area quente, com 34 trabalhadores, expostos a temperatura maior do que 45ºC e o de area nao quente, constituido de 25 trabalhadores de area com temperatura ambiente. Foram analisados o volume urinario de 24 horas, calcio, citrato, acido urico e oxalato urinarios e os valores sericos do calcio e acido urico. Na area com temperatura acima de 45ºC, trabalhavam 1289 operarios e 103 (7,99 por cento) apresentaram um ou mais eventos de litiase e na area cone temperatura ambiente trabalhavam 9037 operarios dos quais 78 (0,9 por cento) apresentaram eventos de litiase. A analise estatistica revelou uma diferenca significativa entre os dois grupos (p<0,05). O baixo volume urinario e a hipocitraturia foram os disturbios metabolicos mais frequentes, sendo que no grupo exposto a temperaturas elevadas a media do volume urinario foi de 1252,9&#61617;404,7 ml/24h contra 1601,6&#61617;570,6 ml/24h no grupo que trabalhava em temperatura ambiente (p<0,05). O citrato urinario baixo foi mais frequente no grupo da area quente (55,8 por cento) do que no grupo nao exposto ao calor (28,0 por cento) (p<0,05). Esses dados nos levam a concluir que a incidencia de litiase e nove vezes maior em trabalhadores de area quente, mostrando que o calor elevado e um importante fator de risco para litogenese, e, que o baixo volume urinario e a hipocitraturia sao os disturbios observados nesse grupo
Palavra-chave Diurese
Citratos
Epidemiologia
Cálculos Renais/etiologia
Cálculos Renais/metabolismo
Temperatura Alta
Idioma Português
Data de publicação 2003
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2003. 52 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 52 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/19851

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