Perfil epidemiologico dos pacientes portadores de esquistossomose mansonica atendidos no ambulateio de gastroenterologia do Hospital São Paulo-Universidade Federal de São Paulo

Perfil epidemiologico dos pacientes portadores de esquistossomose mansonica atendidos no ambulateio de gastroenterologia do Hospital São Paulo-Universidade Federal de São Paulo

Título alternativo Epidemiological profile of patients witj schistosomiasis mansoni seen in a gastroenterology outclinic of the Hospital São Paulo-The Federal University of São Paulo(UNIFESP)
Autor Arruda, Jaime Sergio de Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A Esquistossomose com estimativa de 200 milhoes de pessoas infectadas e problema de Saúde publica de repercussao mundial. O Brasil constitui uma importante zona de distribuicao da Esquistossomose mansonica com morbi/mortalidade significante e, embora considerada endemia rural, esta em expansao nas periferias de grandes metropoles devido a inexistencia de infra-estrutura adequada de saneamento. Para as intervencoes efetivas de enfermagem em relacao a doenca, e importante a caracterizacao epidemiologica da populacao assistida, questionando-se onde, como e porque ocorre a infectividade e qual a sua contribuicao para a disseminacao. OBJETIVO: Caracterizar o perfil dos pacientes esquistossomoticos assistidos no Setor de Esquistossomose do Ambulatorio de Gastroenterologia do Hospital São Paulo da UNIFESP, sob os pontos-de-vista: clinico, socio-demografico, comportamental e ambiental. CASUISTICA E METODOS: Trata-se de estudo transversal realizado neste Ambulatorio, onde foi utilizado um formulario para a coleta de dados durante a consulta de enfermagem de 94 pacientes no periodo de fevereiro a maio de 2001. RESULTADOS: Foram encontrados pacientes portadores de esquistossomose hepatoesplenica (48 por cento), esquistossomose hepatointestinal (33 por cento) e em investigacao (19 por cento) sendo 22 por cento com a doenca em atividade distribuidos nos tres grupos. A media da idade foi 38 anos, com distribuicao homogenea em relacao ao sexo, predominio da cor branca e originarios da regiao Nordeste do pais e do estado de Minas Gerais. Na sua grande maioria residem a onze anos (em media) na periferia da capital e os pacientes ativos para parasitose, em areas proximas a colecoes hidricas. Os pacientes apresentam baixa renda familiar e escolaridade, a maioria com o grau fundamental incompleto. CONCLUSOES: Os resultados permitiram identificar um retrato destes pacientes: apresentam comportamentos de risco para a disseminacao da parasitose, desconhecimento sobre a doenca esquistossomotica e alguns ainda eliminando ovos do S. mansoni. Este quadro, agravado pelo longo tempo de moradia em distritos ainda com deficit de saneamento basico, e com abundantes recursos de aguas naturais, permite alertar sobre o iminente risco de disseminacao da doenca na Regiao metropolitana de São Paulo com depreciacao da Saúde publica. Propomos o levantamento das condicoes de habitacao in loco, tratamento, orientacao e informacao da populacao, alerta as autoridades de Saúde e maior supervisao dos disseminadores em potencial
Assunto Esquistossomose mansoni
Epidemiologia
Enfermagem
Idioma Português
Data 2003
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2003. 93 p.
Editor Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 93 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
URI http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/19849

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