Analise de fatores de erro no diagnostico da epilepsia mioclonica juvenil e prognostico apos caracterizacao clinica e eletrencefalografica

Analise de fatores de erro no diagnostico da epilepsia mioclonica juvenil e prognostico apos caracterizacao clinica e eletrencefalografica

Título alternativo JUvenile myclonic epilepsy: analysis of factors implied in delayed diagnosis and prognosis after clinical and eletroencephalographic charaterization
Autor Sousa, Nise Alessandra de Carvalho Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Analisamos os fatores implicados no retardo do diagnostico e da instituicao terapeutica em 41 pacientes com epilepsia mioclonica juvenil. Os dados desta serie concordaram com os descritos na literatura. Assim, a idade de inicio da epilepsia ocorreu entre sete e 24 anos (media 14). Todos os pacientes apresentavam crises mioclonicas, 92,7 por cento tinham tambem crises TCG e 43,9 por cento crises de ausencias. Apenas 4,9 por cento apresentavam apenas crises mioclonicas. O principal fator precipitante identificado foi privacao de sono, presente em 85,4 por cento dos casos. Apesar destas caracteristicas bem definidas, 80,5 por cento dos pacientes nao tinham o diagnostico de EMJ e o diagnostico mais frequente foi de epilepsia indeterminada. Em decorrencia deste fato, a maioria dos pacientes foi tratada com outras drogas que nao valproato/divalproato. 0 diagnostico foi realizado em media 8,2 anos apos o inicio do quadro clinico. Os principais fatores implicados no retardo do diagnostico foram: omissao da presenca de mioclonias por quatro pacientes; primeiro tracado eletrencefalografico normal no tempo da instituicao da medicacao em 41 por cento dos pacientes; algum EEG normal em 73,2 por cento deles sendo que 4,9 por cento dos pacientes tiveram todos os registros normais; presenca de anormalidades focais em 35,9 por cento.. A instituicao de um protocolo para realizacao de EEG as 7 horas da manha, apos privacao de sono , denominado EEG sensibilizado, possibilitou o diagnostico correto em 70,3 por cento dos casos. O indice de descargas, definido como numero de grafoelementos epileptiformes independentemente da duracao dos mesmos, aumentou em 67,6 por cento no EEG sensibilizado. 0 registro de complexos de espicula-onda e multipicula-onda, considerando o padrao mais tipico da EMJ, subiu de 54,1 por cento e 35,1 por cento no primeiro EEG para 78,4 por cento e 51,4 por cento no segundo, respetivamente. Em 81,1 por cento dos casos de anormalidade paroxistica foi generalizada e simetrica. No entanto, havia assimetria em 1/3 dos casos. A media de anos para o diagnostico foi de 11,6 anos para o grupo com assimetria nos paroxismos, comparada a 8,5 anos naqueles com paroxismos simetricos. Finalmente, a instituicao do tratamento com valproato associada a prevencao de fatores precipitantes promoveu o controle das crises em 92,5 por cento de todos pacientes, dado sugestivo de que a melhora no diagnostico da sindrome, permite o tratamento adequado e que, a despeito de varios anos de crises nao controladas, esta sindrome e muito sensivel a acao desta droga antiepileptica
Palavra-chave Epilepsia Mioclônica Juvenil
Eletroencefalografia
Diagnóstico
Prognóstico
Idioma Português
Data de publicação 2004
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2004. 128 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 128 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18888

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