Estudo molecular e bioquímico em pacientes com homocistinúria

Estudo molecular e bioquímico em pacientes com homocistinúria

Título alternativo Molecular and biochemical study in Brazilian homocystinuric patients
Autor Porto, Marianna Picarelli Ribeiro Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador D´Almeida, Vânia Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A homocistinuria e uma Doenca Metabolica Hereditaria descrita pela primeira vez em 1962. A forma classica foi identificada na enzima cistationina (3-sintase (CBS) que atua na via de transulfuracao do ciclo da Metionina/Homocisteina. A doenca tem sido bastante estudada, no entanto nenhum trabalho visando conhecer a natureza das mutacoes em individuos da populacao brasileira foi relatado ate o momento. Objetivos: Analisar as mutacoes no gene da CBS em 14 pacientes provenientes de 11 familias selecionadas no Ambulatorio de Doencas Metabolicas Hereditarias do Centro de Genetica Medica da UNNIFEESP/ EPM; estudar os polimorfismos C677T e AI 298C no gene MTHFR e A2756G no gene da MTR e relaciona-los com a gravidade do quadro clinico. Resultados: Tres pacientes em duas familias sao responsivos ao tratamento com piridoxina e um paciente e parcialmente responsivo a mesma. Um unico paciente apresentou a mutacao 844ins68 do gene CBS em heterozigose. Esse polimorfismo nao pode ser considerado a causa da doenca, pois e removido por splicing alternativo. Foram encontradas 4 mutacoes no gene da CBS (I278T, T191Nt T503C e uma no exon 10) e o polimorfismo C1080T no exon 10 do mesmo gene. Nenhum paciente apresentou a mutacao G307S, mais frequente entre os homocistinuricos. Cada uma das mutacoes I278T e TI 91M sao responsaveis por 13,64°lo dos alelos estudados e cada uma das mutacoes 4e5 e 10 sao responsaveis por 4,55 por cento dos alelos mutados. A analise do polimorfismo C677T mostrou uma frequencia genotipica (TT) e alelica (T) de 36,36 por cento e 50 por cento respectivamente. Quando comparada nossa amostra com um grupo controle observamos diferenca na distribuicao alelica entre os dois grupos (Correcao de Yates: 2=4,153; P=0,042) e diferenca na frequencia do genotipo TT (pacientes: 36,36 por cento; controles: 7 por cento). No entanto, esse dado nao mostrou relacao com um aumento no risco de eventos tromboembolicos, nem com a gravidade da doenca. Nenhum dos outros polimorfismos estudados mostrou diferenca na distribuicao entre os grupos e relacao com um aumento no risco de acidentes vasculares. Conclusoes: Podemos concluir que os niveis de Hcy plasmatica altamente elevados nos pacientes homocistinuricos por si so constituem o maior fator de risco para eventos tromboembolicos e consequente aumento da gravidade do quadro clinico. O estudo das mutacoes nesses pacientes e importante para o aconselhamento genetico de seus familiares, ja que a presenca ou ausencia de mutacao contribui para estabelecer o risco de recorrencia da homocistinuria. Este foi o primeiro trabalho na America do Sul que buscou determinar os fatores geneticos responsaveis pela doenca em individuos da populacao brasileira
Palavra-chave Homocistinúria
Cistationina beta-sintase
Metilenotetra-hidrofolato redutase (NADPH2)
5-metiltetra-hidrofolato-homocisteína S-metiltransferase
Idioma Português
Data de publicação 2004
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2004. 113 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 113 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18752

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