Aderência ao tratamento com drogas anti-retrovirais entre mulheres grávidas e não grávidas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana

Aderência ao tratamento com drogas anti-retrovirais entre mulheres grávidas e não grávidas infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana

Título alternativo Adherence with antiretroviral therapy among human immunodeficiency virus infected pregnant and non pregnant women
Autor Vaz, Maria José Rodrigues Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Barros, Sonia Maria Oliveira de Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivos: Avaliar o impacto da gravidez na aderencia ao tratamento com medicamentos ARVs e identificar possiveis fatores associados com nao aderencia, entre mulheres infectadas pelo HIV. Metodo: coorte prospectivo no qual participaram 72 mulheres gravidas e 79 mulheres nao gravidas, atendidas em ambulatorios da UNIFESP/EPM. A aderencia foi medida por meio de contagem de comprimidos restantes nos frascos e entrevista, considerando o uso dos ARVs nos quatro dias que precederam a entrevista. Foram aderentes mulheres que apresentassem aderencia > ou = 95 por cento para todos os ARVs prescritos nas duas contagens. Resultados: nao foram encontradas diferencas significantes entre os grupos de mulheres gravidas e nao gravidas em relacao a escolaridade ate 8 anos (p=0,251), classe socio-economica (C,D,E) (p=0,863) e morar com parceiro e filhos (p=0,203). Foram significativas as diferencas para idade media (gravidas = 29,3 /variacao 16-4.2 anos, nao gravidas = 39,4/variacao 22 - 72 anos) (p<0,001), tempo de tratamento com ARV (< um ano/gravidas e 1 - 5 anos/nao gravidas - p<0,001), as gravidas tomavam outros medicamentos com maior frequencia (p<0,001), numero medio de ARV ate 6 (seis) comprimidos/capsulas/dia foi mais frequente (63,9 por cento X 13,9 por cento) para as gravidas (p<0,001), bem como o numero de doses de ARV ate duas/dia (88,9 por cento X 16,5 por cento) (p<0,001). Foram aderentes pela contagem 43,1 por cento gravidas, 17,7 por cento nao gravidas (p=0,001) e 20,6 por cento puerperas (p = 0,002). Ao se comparar as medias de aderencia tanto as gravidas (p=0,030) quanto as nao gravidas (p=0,010) referiram maior aderencia do que a encontrada pela contagem. Esquemas com IP e ITRNN nao apresentaram diferencas (p=0,741) quando comparadas mulheres aderentes e nao aderentes, gravidas e nao gravidas. Na analise regressao multivariada a idade > 29 anos (OR 3,584, IC 95 por cento 0,105 0,743, p=0,011), numero medio de comprimidos/capsulas/dia < 6 (OR 2,616, IC 95 por cento 1,094 - 6,257, p=0,031), ser atendida por medicos diferentes nas consultas (OR 3,448, IC 95 por cento 0,089 - 0,946, p= 0,040) e pertencer ao grupo de mulheres gravidas (OR 2,533, IC 95 por cento 1,001 - 6,406, p=0,050) foram os fatores relacionados com maior aderencia. Conclusao: Mulheres gravidas sao mais aderentes que nao gravidas e puerperas. Pertencer ao grupo das gravidas, idade mais elevada e menor numero de comp./cap./dia foram associados com aderencia. Uso de esquemas ARV com IP ou ITRNN nao apresentaram relacao com nao aderencia
Palavra-chave Adesão Celular
Síndrome de Imunodeficiência Adquirida
HIV
Gravidez
Transmissão Vertical de Doença Infecciosa
Terapia Antirretroviral de Alta Atividade
Cell Adhesion
Acquired Immunodeficiency Syndrome
HIV
Pregnancy
Infectious Disease Transmission, Vertical
Antiretroviral Therapy, Highly Active
Idioma Português
Data de publicação 2003
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2003. 122 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 122 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18698

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