Caracterizacao dos efeitos eletrofisiologicos in vivo da intoxicacao aguda por doses altas de cocaina em caes anestesiados com coracao normal

Caracterizacao dos efeitos eletrofisiologicos in vivo da intoxicacao aguda por doses altas de cocaina em caes anestesiados com coracao normal

Título alternativo Characterization of the in vivo cardiac electrophysiologic effects of the acute intoxication with high doses of cocaine in anesthetized dogs with normal hearts
Autor Serra, Julio Cezar Uchoa Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A intoxicacao por cocaina pode provocar arritmias ventriculares e supraventriculares, contudo seus efeitos eletrofisiologicos nao sao completamente entendidos. Oito caes (9-13Kg), anestesiados com propofol foram submetidos a estimulacao eletrica atrial e', ventricular programada utilizando' cateteres transvenosos posicionados em regiao de apendice atrial direito, apex de ventriculo direito e feixe de His, para avaliacao dos parametros eletrofisiologicos no estados basal e apos a infusao intravenosa de cocaina (12 mg/Kg bolus seguido de 0,22 mg/Kg/min por 25 min). O nivel plasmatico da cocaina (n=5) alcancou 6,73n0,56 pg/ml. A cocaina nao alterou significantemente a frequencia sinusal (539n83 vs 626n126 ms) e a pressao arterial sistolica (116n39 vs 141n33 mmHg) e diastolica (63n19 vs 85n26 ms). A cocaina prolongou a duracao da onda P (54n6 vs 73n4 ms, p<0,001), o intervalo PR (115n17 vs 164n15ms, p<0,001), a duracao do QRS (62n 10 vs 88n14 ms, p<0.001) e o intervalo QTc (252n34 vs 317n73 ms, p=0,04) mas nao do intervalo JT (193n35 vs 226n53 ms, p=NS). A cocaina prolongou os intervalos PA (9n6 vs 23n8ms, p<0,001), AH (73n16 vs 92n15 ms, p=0,03) e HV (35n5 vs 45n3 ms, p<0,001) assim como o ponto de Wenckebach (247n26 vs 280n28 ms, p=0,04). Houve um aumento importante da refratariedade atrial (138n8 vs 184n20 ms, p<0,001) e ventricular (160n15 vs 187n25 ms, p=0,03) a um ciclo de frequencia de 300 ms. Arritmias atriais nao foram induzidas em nenhum cao, seja no estado basal ou apos cocaina. Fibrilacao ventricular foi induzida em 2/8 caes no estado basal e 4/8 caes apos cocaina. Nao houve mudancas nos parametros hemodinamicos e eletrofisiologicos, tampouco foram induzidas arritmias atriais ou ventriculares nos 4 caes do grupo controle. Concluimos que a cocaina em altas doses exerce significantes efeitos classe I e parece aumentar modestamente a inducibilidade de fibrilacao ventricular, mas nao de arritmias atriais
Palavra-chave Cocaína
Átrios do Coração
Eletrofisiologia
Morte Súbita
Fibrilação Ventricular
Idioma Português
Data de publicação 2002
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2002. 66 p. ilustab.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 66 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/18346

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