Mecanismo de ação dos alcalóides isolados do Geissospermum laeve (Vellozo) Bailon (Pau-Pereira) no músculo esquelético

Mecanismo de ação dos alcalóides isolados do Geissospermum laeve (Vellozo) Bailon (Pau-Pereira) no músculo esquelético

Título alternativo Mechanism of action of alkaloids isolated from Geissospermum laeve (Vellozo) Baillon (Pau-Pereira) in skeletal muscle
Autor Tanae, Mirtes Midori Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Lapa, Antonio José Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo I. O Geissospermum laeve (Vellozo) Baillon conhecido no sudeste brasileiro como pau-pereira, é uma planta de casca amarga utilizada na medicina popular como febrífuga, tônica e hepatoprotetora. II. O Geissospermum laeve (Vellozo) Baillon é rico em alcalóides dos quais a geissospermina é a mais abundante. Também foram identificados a geissoschizina e a geissoschizolina (pereirina} como majoritários. III. A literatura descreve que os alcalóides do G. laeve têm ação curarizante. IV. Este trabalho objetivou isolar os alcalóides majoritários da casca do caule de G. laeve e estudar o mecanismo de ação daqueles com atividade na contração da musculatura esquelética. V. O material vegetal foi obtido de plantas do acervo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. VI. O pó das cascas secas foi extraído com etanol e por partiçoes sucessivas com clorofórmio / água em diferentes pH foi obtido um extrato rico em alcalóides. VII. Do extrato clorofórmico foram obtidos cristais identificados com análise química instrumental como geissospemina. VIII. Do extrato ácido foi obtida uma mistura de alcalóides denominada FAT. IX. A FAT foi purificada em CLAE fornecendo 4 frações ativas na preparação nervo frênico / músculo diafragma de camundongo. A fração mais ativa foi novamente purificada em CLAE e coluna de sílica gel fornecendo uma única fração ativa denominada F(4E)98-102. X. A geissospermina (3 a 100 mg/mL) bloqueou irreversivelmente as contrações do diafragma obtidas por estímulo direto e indireto. XI. Registros eletrofislológicos intracelulares mostraram que a geissospermina despolariza a membrana das fibras musculares, sem afetar especificamente a transmissão neuromuscular. XII Em miobolas de músculos de ratos recém nascidos, a geissospermina aumentou a condutância da membrana, impedindo o registro de correntes por "patch-clamp". Este efeito foi independente da presença de ACh e não foi bloqueado pela tetrodotoxina (300 nM). XIII. A F(4E)98-102 bloqueou a transmissão neuromuscular no diafragma de camundongo. O efeito foi revertido após lavagem mas não pela incubação de neostigmina. XIV. A F(4E)98-102 (1O a 30 mg/mL) diminuiu a amplitude dos potenciais em miniatura da placa terminal sem alterar a polaridade da membrana celular. A maior dose bloqueou a transmissão neuromuscular. XV. A incubação da F(4E)98-102 (1 a 10 mg/mL) em culturas de miobola diminuiu a freqüência de aberturas do canal iôníco associado ao receptor nicotínico e diminuiu ...(au).
Palavra-chave Plantas Medicinais
Alcaloides
Músculo Esquelético
Plants, Medicinal
Alkaloids
Muscle, Skeletal
Idioma Português
Data de publicação 1999
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1999. 100 p. ilus.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 100 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/16429

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