Determinação do título superior de normalidade dos anticorpos anti-estreptolisina O (ASLO) para uma população de indivíduos sadios, entre 2 e 17 anos, residentes na cidade de São Paulo, Brasil

Determinação do título superior de normalidade dos anticorpos anti-estreptolisina O (ASLO) para uma população de indivíduos sadios, entre 2 e 17 anos, residentes na cidade de São Paulo, Brasil

Autor Quaresma, Marina Rodrigues Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Leser, Paulo Guilherme Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Introdução: A febre reumatica (FR) ainda e um problema de Saúde publica no Brasil. A deteccao de anticorpos anti-estreptolisina O (ASLO) no soro dos pacientes e importante no diagnostico e surtos de agudizacao da FR. Na literatura, o limite superior de normalidade dos anticorpos ASLO varia de acordo com a regiao do mundo. As diferencas climaticas e condicao socioeconomica de cada populacao impedem a adocao de um limite superior de normalidade universal para anticorpos ASLO. OBJETIVO: Determinar o limite superior de normalidade dos anticorpos ASLO em individuos osadioso, na faixa etaria de 2 a 17 anos, residentes na cidade de São Paulo-SP, Brasil. METODO: 484 criancas (sem sinais clinicos de infeccao estreptococica), entre 2 e 17 anos, foram consecutivamente selecionadas do Ambulatorio de Pediatria da UNIFESP (puericultura) e do Colegio da Policia Militar de São Paulo (1o. e 2o. graus). Secrecao da orofaringe para cultura e sangue foram colhidos em 2 ocasioes, com um intervalo de 1 mes. Individuos que apresentaram cultura positiva para estreptococo beta-hemolitico do grupo A (EBHA) foram excluidos. A deteccao de anticorpos ASLO foi realizada pela reacao de aglutinacao e a leitura realizada por 2 observadores independentes. Soros (colhidos nas 2 ocasioes) de 121 individuos, selecionados ao acaso, foram tambem testados pela reacao de neutralizacao. RESULTADOS: 379 completaram o estudo. 16 com cultura positiva para EBHA e 89 que nao retornaram para a 2ª visita, foram excluidos. A media de idade da amostra foi de 7,7 anos. 51,7% eram do sexo masculino, 71% frequentavam a escola ou creche e 36,5% dividiam o dormitorio com um numero superior a 2 individuos. O limite superior de normalidade dos anticorpos ASLO, correspondente ao percentil 97,5, foi de 320 UI. Os coeficientes intra-classe para determinar a reprodutibilidade do teste (resultado da 1a. e 2a. visitas lidos pelo mesmo observador) e entre-observadores (mesmo teste lido por 2 observadores independentes) foram de 0,789 (p < 0,001) e 0,98 (p < 0,001), respectivamente. Os coeficientes de correlacao entre as tecnicas (validade de criterio), para as amostras obtidas na 1ª e 2ª visitas foram de 0,69 (p < 0,05) e 0,77 (p < 0,05), respectivamente. CONCLUSAO:O limite superior de normalidade dos anticorpos ASLO para a populacao de São Paulo, Brasil e de 320 UI. A reacao de aglutinacao apresentou resultados validos (titulos comparaveis aos obtidos com o padrao ouro, a reacao de neutralizacao)
Palavra-chave Anticorpos
Febre reumática
Idioma Português
Data de publicação 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 1997. 138 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 138 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15306

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