Termoterapia transuretral por radiofrequência no tratamento da hiperplasia prostática

Termoterapia transuretral por radiofrequência no tratamento da hiperplasia prostática

Título alternativo Transurethral microwave thermotherapy for treatment of prostatic hyperplasia
Autor Silva, Benedito Martins e Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Sadi, Marcus Vinicius Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo A termoterapia foi o método proposto para o tratamento de pacientes com sintomas de hiperplasia prostática, após a verificação da considerável morbidade e dos altos custos da ressecção trans-uretral da próstata. Foram estudados 60 pacientes, divididos ao acaso em dois grupos. No Grupo I (N-30) realizou-se a termoterapia por radiofreqüência intra-uretral, com a temperatura de 46ºC por período de 120 minutos, sob anestesia tópica da uretra com lidocaína geléia. No Grupo II (N=30) os pacientes foram submetidos a manipulação idêntica, porém a máquina permaneceu desligada. Os pacientes foram avaliados através dos escores de sintomas, urofluxometria, medida do resíduo urinário, antígeno prostático específico -PSA- por um período de 1, 3, 6, 9, 12 e 18º mês após o procedimento, sendo que no 18º mês pós-tratamento houve somente uma avaliação clínica. Os resultados mostram que os escores de sintomas do grupo I, apresentou modificações significantes entre os meses 1, 3, 6, 9 e 12 ( p<0,001) em realção ao pré-procedimento e 12º mês. Porém entre o 1º e o 12º mes não houve alterção p>0,05. No Grupo II apresentou resultados também significantes entre o pré-procedimento e 12º mês p=0,0018. Apresentou melhora entre o 3º mês, 6º e 9º mês ( p<0,05) nos demais meses não houve alterações significante. Comparando os dois grupos do 1º ao 12º mês, houve diferença significante ( p<0,0001). O fluxo urinário máximo no Grupo I foi significante ( p=0,0025). Não apresentou modificação significante entre os meses 1º, 3º, 6º, e 9º ( p>0,05), enquanto que entre pré-procedimento e 12º mês foi de p<0,01. porém entre os demais meses os resultados não foram significantes p>0,05. No Grupo II, apresentou resultados não significantes p+0,3922. Comparando os dois graupos, do 1º ao 12º mês não houve diferença significante. O resíduo urinário no grupo I foi de p=0,6548, No grupo II apresentou modificação significante (p=0,003), comparando os valores pré-procedimento e após 1º, 3º, 6º, 9º e 12º mês (p>0,05). Entre o 6º mês e 9º mês apresentou p>0,01 e 9º mês e 12º mês. Comparando os dois grupos, no 1º a 12º mês, não revelou diferença significante. O antígeno prostático específico no grupo I, apresentou p=0,0016, modificações significantes entre 1º e 6º mês p<0,005 e 6º e 12º mês, nos demais meses não houve alteração significante em relação ao pré-procedimento. No Grupo II, o antígeno prostático específico - PSA - não apresentou alteração significante p=0,0765. Comparando os dois grupos , do 1º ao 12º mês apresentou modificações significantes durante o 3º mês p=0,0030. No grupo I, o peso prostático não houve diminuição significante, em comparação com os dados iniciais (p>0,05) no 1º, 3º, 6º, 9º e 12º mês. Houve uma melhora significante entre os dados do 1º e 9º mês (p<0,05), também apresentou uma melhora significante entre o 3º e 12º mês (p<0,05). No grupo II não apresentou modificação significante do peso prostático (p=0,0016). Houve modificação significante entre o 1º e 12º mês, entre o 3º e 12º mês (p<0,01) e (p<0,05), respectivamente. Comparando os dois grupos, no 1º ao 12º mês, não houve diferença significante. Todos os pacientes receberam alta após o procedimento. No 18º mês de pós-procedimento todos os pacientes foram convocados ao nosso ambulatório. No grupo I com 30 pacientes, inicialmente retornaram 25 pacientes, 2 pacientes faleceram, 1 de infarto do miocárdio e o outro de acidente vascular cerebral, e 3 pacientes foram submetidos a ressecção trans-uretral da próstata em virtude da piora de seus sintomas e no grupo II, com 30 pacientes inicialmente, somente retornaram ao ambulatório 23 deles, sendo que 3 viajaram para o interior e os outros 4 foram submetidos a cirurgia de próstata no Hospital São Paulo. Concluiu-se que a termoterapia por radio-freqüência intra-uretral é de fácil execução, segura, porém os resultados não são superiores ao efeito placebo.
Palavra-chave Hiperplasia prostática
Hipertermia induzida
Idioma Português
Financiador Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Data de publicação 1997
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2000. 113 f.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 113 f.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/15235

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Nome: Restrito-15235.pdf
Tamanho: 513.3KB
Formato: PDF
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