Distribuição e papel da gordura corporal em pacientes com síndrome de Turner e sua interação com outros fatores de risco para doença cardiovascular: estudo para validação de métodos clínicos antropométricos e bioimpedanciometria

Distribuição e papel da gordura corporal em pacientes com síndrome de Turner e sua interação com outros fatores de risco para doença cardiovascular: estudo para validação de métodos clínicos antropométricos e bioimpedanciometria

Título alternativo Body fat distribution and role in patients with turner syndrome and its interaction with other risk factors for cardiovascular disease u a study for validation of clinical anthropometric methods and bioelectrical impedance analysis
Autor Guedes, Alexis Dourado Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Verreschi, Ieda Therezinha do Nascimento Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo INTRODUÇÃO: A síndrome de Turner (ST) é uma doença genética definida pela presença de um cromossomo X íntegro e deleção completa ou parcial do segundo cromossomo sexual em paciente fenotipicamente feminino, com uma ou mais características clínicas atribuídas à síndrome. Baixa estatura, insuficiência gonadal, auto-imunidade tireoidiana, alterações congênitas renais e cardiovasculares, alterações auditivas, oculares e ortopédicas fazem parte do quadro clínico da síndrome. Na ST, a doença cardiovascular (DCV) é a principal causa de mortalidade por complicações na aorta e por doença cardíaca aterosclerótica. Diabetes e hipertensão arterial sistêmica (HAS), fatores de risco para DCV, são também mais prevalentes com mecanismos fisiopatológicos próprios. A caracterização do perfil lipídico e a relação da obesidade e gordura corporal na ST estão menos claras. Em populações sem ST, medidas antropométricas como a cintura e índices simples, como o índice de massa corporal (IMC), identificam indivíduos sob maior risco de ter DCV. Porém, devido às proporções corporais próprias das mulheres com ST, é inadequado extrapolar diretamente estas medidas validadas para outros grupos populacionais para as pacientes com a síndrome. Da mesma forma, é impróprio utilizar métodos indiretos de quantificação de gordura corporal como a bioimpedanciometria sem um estudo de validação do método numa população com ST. Neste método, a utilização do corpo humano como um condutor elétrico e a consequente obtenção de sua impedância (resistência e reactância) permite, com fórmulas matemáticas, predizer a massa magra e de gordura da população para a qual foi validada. PACIENTES, MATERIAIS E MÉTODOS: Cinquenta pacientes adultas com ST foram avaliadas com coletas de história clínica e exame físico (peso, estatura, níveis pressóricos, cintura), dosagens de lipídios, insulina e glicemia basais e, após 75g de dextrose oral, densitometria, para composição corporal e bioimpedanciometria para obtenção da resistência e reatância. Os dados antropométricos colhidos e os índices gerados a partir deles (IMC, cintura e relação cintura-para-estatura) foram correlacionados com as dosagens bioquímicas e os dados da composição corporal. Estes últimos, juntamente com peso, altura, resistência e reatância, foram também utilizados para o estudo de elaboração de uma fórmula matemática por regressão linear múltipla para predizer a composição corporal por bioimpedanciometria, específica para mulheres com ST. RESULTADOS: A análise dos parâmetros bioquímicos e antropométricos e da composição corporal por densitometria definiu que no subgrupo de pacientes com HAS todas as medidas antropométricas, índices estudados e percentuais de gordura corporal foram superiores aos das demais pacientes. Definiu também que os coeficientes de correlação entre níveis pressóricos sistólicos e diastólicos, insulinemia basal e percentual de gordura disposto no abdome e tronco foram maiores para a cintura e relação cintura-para-estatura do que para o IMC. Através de regressão linear múltipla, foi possível desenvolver uma equação específica para predição das massas corporais magra e gorda na síndrome de Turner. CONCLUSÃO: A partir deste estudo conclui-se que, em mulheres com ST, a cintura e a relação cintura-para-estatura correlacionam-se melhor que o IMC na avaliação de fatores de risco para DCV, que a presença de hipertensão distingue estas pacientes quanto à idade, cintura, IMC, relação cintura-para-estatura e percentuais de gordura corporal e que é possível predizer a composição corporal utilizando a bioimpedanciometria criando-se uma equação específica para esta população..
Palavra-chave Peso corporal
Síndrome de Turner
Doenças cardiovasculares
Antropometria
Circunferência da cintura
Idioma Português
Data de publicação 2009
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2009. 115 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 115 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10490

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