Intercorrências clínicas em transportes intra-hospitalares em unidade neonatal

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dc.contributor.advisor Santos, Amélia Miyashiro Nunes dos [UNIFESP]
dc.contributor.author Vieira, Anna Luiza Pires [UNIFESP]
dc.date.accessioned 2015-12-06T22:54:33Z
dc.date.available 2015-12-06T22:54:33Z
dc.date.issued 2009
dc.identifier.citation São Paulo: [s.n.], 2009. 94 p.
dc.identifier.uri http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10392
dc.description.abstract Objetivo: Determinar a frequência, os fatores associados às intercorrências clínicas e desenvolver e validar um escore preditivo para tais intercorrências em transportes intra- hospitalares de pacientes internados em unidade neonatal. Método: Estudo transversal aninhado em uma coorte prospectiva de crianças internadas em uma unidade neonatal submetidas a 1197 transportes intra-hospitalares realizado por uma equipe de neonatologistas treinada de jan/1997 a dez/2008 em um hospital público universitário. Fatores associados à presença de intercorrências clínicas e à hipotermia durante o transporte foram estudados por regressão logística univariada e múltipla. Para desenvolvimento do escore preditivo foram utilizados os 543 transportes realizados nos anos pares e para sua validação, os 654 transportes dos anos ímpares. Utilizou-se a regressão logística para desenvolver o escore preditivo. O poder discriminatório do escore foi analisado pela curva ROC e a calibração do modelo pelo teste de Hosmer Lemeshow. Resultados: Foram transportadas 641crianças (idade gestacional ao nascer: 35,1+3,8 semanas; peso ao nascer: 2328+906g). As patologias de base das crianças transportadas foram: malformações (71,9 por cento), infecções (7,6 por cento), desconforto respiratório: (4,1 por cento), asfixia: (3,3 por cento) e outros (13,1 por cento). Os pacientes foram transportados para: procedimentos cirúrgicos (22,6 por cento), tomografia (20,9 por cento), exames contrastados (18,2 por cento), ressonância magnética (10,6 por cento), ultrassom (10,4 por cento), EEG (6,0 por cento) e outros (11,3 por cento). As intercorrências clínicas ocorreram em 327 (27,3 por cento) transportes, sendo mais frequentes: hipotermia, hiperóxia e queda de saturação. Os fatores associados às intercorrências clínicas foram (OR; IC95 por cento): duração >120 minutos (1,5; 0,9-2,3), ano de 1997 (2,0; 1,1- 3,7), uso de oxigênio inalatório (4,7; 3,2-6,8), ventilação mecânica ou manual (5,0; 3,4- 7,6), idade gestacional <28sem (1,9; 1,0-3,5), malformações do SNC (1,7; 1,0-2,8); cirurgias (1,7; 1,0-2,5) e anos de 2001 e 2003 (protetores). A hipotermia ocorreu em 15,2 por cento dos transportes e se associou ao: peso ao transporte <1000g (3,7; 1,4-2,1), peso 1000-2500g (1,5; 1,0-2,2), temperatura pré-transporte <36,5o C (2,0; 1,4-2,8), malformações do SNC (2,8; 1,8-4,4); cirurgias (1,7; 1,0-2,7), uso de oxigênio inalatório (1,6; 1,0-2,5); ventilação mecânica ou manual (2,4, 1,5-3,9) e 2001, 2003 e 2006 (protetores). A analise da regressão logística múltipla com os transportes realizados nos anos pares determinou as 5 variáveis do escore preditivo com: idade gestacional ao nascer [<28 semanas (6 pontos); 28-34 (4pt); >34 (2pt)], temperatura pré-transporte [<36,3 e >37 C (4pt); 36,3-36,4 (3pt); 36,5-37 (2pt)], doença de base [malformação do SNC (4pt); malformação gastrintestinal (3pt); outros (2pt)], destino do transporte [cirurgia (5pt); ressonância magnética ou tomografia (3pt); outros (2pt) e assistência respiratória pré- transporte (ventilação manual ou mecânica (12pt); oxigênio suplementar (9pt); sem oxigênio (2pt)]. O poder discriminatório do escore proposto apresentou acurácia medida pela área sob a ROC de 0, 775 (IC95 por cento: 0, 733-0, 818) na amostra utilizada para seu desenvolvimento e 0, 733 (IC95 por cento: 0, 690-0, 775) na amostra destinada à sua validação. As frequências esperadas e observadas de alterações clínicas foram semelhantes para pacientes com escore >22 pontos (63 vs 51 por cento); 17-22 pontos (38 vs 39 por cento); 14-16 pontos (25 vs 26 por cento); <14 pontos (9 vs 10 por cento), p=0,751. Conclusões: A frequência de intercorrências clínicas durante o transporte foi elevada e se associou ao ano do transporte, idade gestacional, peso do paciente ao transporte, presença de malformações do SNC, transporte para realização de cirurgia, necessidade de assistência respiratória, temperatura pré-transporte e duração do transporte. O escore preditivo desenvolvido e validado neste estudo é prático, de baixo custo e de fácil aplicação e pode ser útil para avaliar tais riscos. É importante garantir condições clínicas e técnicas adequadas para a realização do transporte intra-hospitalar e propiciar educação continuada à equipe de transporte.. pt
dc.format.extent 94 p.
dc.language.iso por
dc.publisher Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.rights Acesso restrito
dc.subject Recém-nascido pt
dc.subject Transporte de pacientes pt
dc.subject Fatores de risco pt
dc.subject Indicador de risco pt
dc.subject Hipotermia pt
dc.subject Infant, newborn en
dc.subject Transportation of patients en
dc.subject Risk factors en
dc.subject Risk Index en
dc.subject Hypothermia en
dc.title Intercorrências clínicas em transportes intra-hospitalares em unidade neonatal pt
dc.title.alternative Clinical problems in intra-hospital transports: factors associated and predictive score en
dc.type Tese de doutorado
dc.identifier.file epm-0022617501543.pdf
dc.description.source BV UNIFESP: Teses e dissertações
unifesp.campus São Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM) pt



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