Intercorrências clínicas em transportes intra-hospitalares em unidade neonatal

Intercorrências clínicas em transportes intra-hospitalares em unidade neonatal

Título alternativo Clinical problems in intra-hospital transports: factors associated and predictive score
Autor Vieira, Anna Luiza Pires Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Santos, Amélia Miyashiro Nunes dos Autor UNIFESP Google Scholar
Resumo Objetivo: Determinar a frequência, os fatores associados às intercorrências clínicas e desenvolver e validar um escore preditivo para tais intercorrências em transportes intra- hospitalares de pacientes internados em unidade neonatal. Método: Estudo transversal aninhado em uma coorte prospectiva de crianças internadas em uma unidade neonatal submetidas a 1197 transportes intra-hospitalares realizado por uma equipe de neonatologistas treinada de jan/1997 a dez/2008 em um hospital público universitário. Fatores associados à presença de intercorrências clínicas e à hipotermia durante o transporte foram estudados por regressão logística univariada e múltipla. Para desenvolvimento do escore preditivo foram utilizados os 543 transportes realizados nos anos pares e para sua validação, os 654 transportes dos anos ímpares. Utilizou-se a regressão logística para desenvolver o escore preditivo. O poder discriminatório do escore foi analisado pela curva ROC e a calibração do modelo pelo teste de Hosmer Lemeshow. Resultados: Foram transportadas 641crianças (idade gestacional ao nascer: 35,1+3,8 semanas; peso ao nascer: 2328+906g). As patologias de base das crianças transportadas foram: malformações (71,9 por cento), infecções (7,6 por cento), desconforto respiratório: (4,1 por cento), asfixia: (3,3 por cento) e outros (13,1 por cento). Os pacientes foram transportados para: procedimentos cirúrgicos (22,6 por cento), tomografia (20,9 por cento), exames contrastados (18,2 por cento), ressonância magnética (10,6 por cento), ultrassom (10,4 por cento), EEG (6,0 por cento) e outros (11,3 por cento). As intercorrências clínicas ocorreram em 327 (27,3 por cento) transportes, sendo mais frequentes: hipotermia, hiperóxia e queda de saturação. Os fatores associados às intercorrências clínicas foram (OR; IC95 por cento): duração >120 minutos (1,5; 0,9-2,3), ano de 1997 (2,0; 1,1- 3,7), uso de oxigênio inalatório (4,7; 3,2-6,8), ventilação mecânica ou manual (5,0; 3,4- 7,6), idade gestacional <28sem (1,9; 1,0-3,5), malformações do SNC (1,7; 1,0-2,8); cirurgias (1,7; 1,0-2,5) e anos de 2001 e 2003 (protetores). A hipotermia ocorreu em 15,2 por cento dos transportes e se associou ao: peso ao transporte <1000g (3,7; 1,4-2,1), peso 1000-2500g (1,5; 1,0-2,2), temperatura pré-transporte <36,5o C (2,0; 1,4-2,8), malformações do SNC (2,8; 1,8-4,4); cirurgias (1,7; 1,0-2,7), uso de oxigênio inalatório (1,6; 1,0-2,5); ventilação mecânica ou manual (2,4, 1,5-3,9) e 2001, 2003 e 2006 (protetores). A analise da regressão logística múltipla com os transportes realizados nos anos pares determinou as 5 variáveis do escore preditivo com: idade gestacional ao nascer [<28 semanas (6 pontos); 28-34 (4pt); >34 (2pt)], temperatura pré-transporte [<36,3 e >37 C (4pt); 36,3-36,4 (3pt); 36,5-37 (2pt)], doença de base [malformação do SNC (4pt); malformação gastrintestinal (3pt); outros (2pt)], destino do transporte [cirurgia (5pt); ressonância magnética ou tomografia (3pt); outros (2pt) e assistência respiratória pré- transporte (ventilação manual ou mecânica (12pt); oxigênio suplementar (9pt); sem oxigênio (2pt)]. O poder discriminatório do escore proposto apresentou acurácia medida pela área sob a ROC de 0, 775 (IC95 por cento: 0, 733-0, 818) na amostra utilizada para seu desenvolvimento e 0, 733 (IC95 por cento: 0, 690-0, 775) na amostra destinada à sua validação. As frequências esperadas e observadas de alterações clínicas foram semelhantes para pacientes com escore >22 pontos (63 vs 51 por cento); 17-22 pontos (38 vs 39 por cento); 14-16 pontos (25 vs 26 por cento); <14 pontos (9 vs 10 por cento), p=0,751. Conclusões: A frequência de intercorrências clínicas durante o transporte foi elevada e se associou ao ano do transporte, idade gestacional, peso do paciente ao transporte, presença de malformações do SNC, transporte para realização de cirurgia, necessidade de assistência respiratória, temperatura pré-transporte e duração do transporte. O escore preditivo desenvolvido e validado neste estudo é prático, de baixo custo e de fácil aplicação e pode ser útil para avaliar tais riscos. É importante garantir condições clínicas e técnicas adequadas para a realização do transporte intra-hospitalar e propiciar educação continuada à equipe de transporte..
Palavra-chave Recém-nascido
Transporte de pacientes
Fatores de risco
Indicador de risco
Hipotermia
Infant, newborn
Transportation of patients
Risk factors
Risk Index
Hypothermia
Idioma Português
Data de publicação 2009
Publicado em São Paulo: [s.n.], 2009. 94 p.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 94 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10392

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