Características fenotípicas, genotípicas, soroepidemiológicas, antigênicas, imunoquímicas e de virulência de isolados brasileiros de Sporothrix schenckii

Características fenotípicas, genotípicas, soroepidemiológicas, antigênicas, imunoquímicas e de virulência de isolados brasileiros de Sporothrix schenckii

Título alternativo Phenotyping, genotyping, soroepidemiological, antigens, immunochemical and virulence of Brazilian Sporothrix schenckii isolates
Autor Fernandes, Geisa Ferreira Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Camargo, Zoilo Pires de Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Microbiologia e imunologia - São Paulo
Resumo Neste estudo, 151 isolados brasileiros de Sporothrix schenckii foram caracterizados quanto as suas características fenotípicas e genotípicas. Quanto às características fenotípicas, a maioria dos isolados apresentou conídios ovais, sendo que os de origem animal são maiores que os de origem humana (animal: 2,96 ± 1,07 versus forma linfocutânea: 2,37 ± 0,43; forma fixa: 2,33 ± 0,53). Os isolados provenientes da região Norte do Brasil são os mais termotolerantes e os isolados do Nordeste são os mais termossensíveis. Os isolados de origem animal são mais tolerantes à temperatura quando comparados com isolados obtidos de pacientes. Os isolados brasileiros apresentaram grande variabilidade genética quando avaliados por RAPD. Por Southern Blot, utilizando a enzima APA I para o estudo do polimorfismo das regiões ITS, três genótipos foram obtidos. Não houve correlação entre o perfil obtido por RAPD ou Southern Blot com a origem clínica ou geográfica dos isolados. A secreção de proteínas/glicoproteínas é variável entre os isolados, sofrendo influência direta do meio de cultura. Os isolados brasileiros avaliados são produtores das enzimas DNAse e urease, 15,78% produzem gelatinase, 26,31% produzem proteinase e 21,05% produzem caseinase. Todos os isolados avaliados toleram pressão osmótica de 16,6% de glicerol, 89,47% toleram 20% e todos são inibidos a 23% e 28,5 % de glicerol. Todos os isolados avaliados toleram pressão salina de 6% e 8%; 42,10% toleram pressão de 9% e 10% de sal e todos são inibidos a 12% de sal. Todos os isolados avaliados crescem na faixa de pH de 2,2 a 12,5. A patogenia e virulência são variáveis entre os isolados, podendo estar relacionada ao genótipo do isolado. Diferentes proteínas são reconhecidas pelos soros dos camundongos infectados, sendo a molécula de 60 kDa, a mais reconhecida neste sistema. Em relação à esporotricose humana, as moléculas de 70 kDa e 38 kDa são comumente reconhecidas por soros de pacientes com esporotricose fixa e linfocutânea. O antígeno bruto do isolado Ss 118 e a fração SsCBF são eficientes para diagnóstico da esporotricose felina através da técnica de ELISA. A fração SsCBF é capaz de elicitar resposta imune do tipo HTT em camundongos experimentalmente infectados. Em geral, os resultados indicam que os isolados brasileiros são heterogêneos, apresentando características genéticas e fenotípicas individuais, independentes de sua origem. Somente a área conidial e a tolerância a temperatura foram características fenotípicas relacionadas à origem.

In this study, we analyzed 151 Brazilian S. schenckii isolates by phenotyping and genotyping aspects. About phenotyping aspects, most of isolates showed oval conidia and the mean conidial area of S. schenckii animal isolates was greater than clinical isolates (animal: 2.96 ± 1.07 versus lymphocutaneous form: 2.37 ± 0.43; fixed form: 2.33 ± 0.53). Isolates from the Northeast region exhibited the lowest thermotolerance and the Northern isolates exhibited the highest thermotolerance. Animal isolates are better thermotolerants than clinical isolates. The Brazilian isolates showed great genetic diversity when analyzed by RAPD. By Southern blot using the endonuclease APA I to study polymorphism of ITS regions, three genotypes were obtained. There was no association between RAPD and Southern profiles with clinical forms origin or geographic origin. The protein/glycoprotein secretion was variable among isolates and was directly influenced by the medium composition. All Brazilian isolates studied produced DNAse and urease exoenzymes, 15.78% produced gelatinase, 26.31% produced proteinase and 21.05% produced caseinase. All analyzed isolates grew at 16,6% of glycerol, 89,47% grew at 20% of glycerol and all of them were inhibited at 23% and 28,5 % of glycerol. All analyzed isolates grew at 6% and 8% of NaCl, 42.10% grew at 9% and 10% of NaCl and all of them were inhibited at 12% of NaCl. All of them were able to grow at pH 2.2 to 12.5. The pathogenicity and virulence were variable among isolates and it can be related to the genotype. Different proteins were recognized by sera of infected mice and the 60 kDa molecule was the most one recognized in murine system. In relation to human sporotrichosis, 70 kDa and 38 kDa molecules were common recognized by sera from patients with fixed and lymphocutaneous sporotrichosis. The crude exoantigen of Ss 118 isolate and the SsCBF fraction are able to be used in the diagnosis of feline sporotrichosis by ELISA. The SsCBF fraction is able to elicit DTH immune response in infected mice. In general, our results indicate that Brazilian isolates are heterogeneous, which present individual phenotyping and genotyping characteristics, independent of origin. Only the conidial area and thermotolerance were related to origin.
Palavra-chave Sporothrix schenckii
Características fenotípicas
Características genotípicas
Polimorfismo
Antígeno
Patogenicidade
Virulência
Fisiologia
Diagnóstico
HTT
Sporothrix schenckii
Phenotyping
Genotyping
Polymorphism
Antigen
Pathogenicity
Virulence
Physiology
Diagnosis
DTH
Idioma Português
Financiador Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
Data de publicação 2009
Publicado em SOVENHI, Geisa Ferreira Fernandes. Caracteristicas fenotípicas, genotípicas, soroepidemiológicas, antigênicas, imunoquímicas e de virulência de isolados brasileiros de Sporothrix schenckii. 2009. 231 f. Tese (Doutorado em Ciências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 231 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10384

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Nome: Publico-10384.pdf
Tamanho: 4.425MB
Formato: PDF
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