Teste de provocação oral aberto na confirmação de alergia ao leite de vaca mediada por imunoglobulina E

Teste de provocação oral aberto na confirmação de alergia ao leite de vaca mediada por imunoglobulina E

Título alternativo Open Oral Food Challenge in the confirmation of cow’s milk allergy mediated by immunoglobulin E
Autor Mendonça, Raquel Bicudo Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Solé, Dirceu Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Pós-graduação Pediatria e ciências aplicadas à pediatria - São Paulo
Resumo Objetivo: Descrever o teste de provocação oral aberto aplicado a crianças menores de três anos de idade com suspeita ou diagnóstico prévio de alergia ao leite de vaca mediada por imunoglobulinas E. Relacionar a história clínica e o resultado do teste cutâneo com o resultado do teste de provocação oral. Métodos: Crianças com idades entre cinco e 36 meses, selecionadas de acordo com a história sugestiva de reações imediatas à ingestão de leite de vaca, com teste cutâneo positivo para leite de vaca e/ou suas frações protéicas, foram submetidas ao teste de provocação oral aberto com 100 mL de leite de vaca, oferecidos em doses progressivas (1, 4, 10, 15, 20, 25 e 25 mL) em intervalos de 15 a 20 minutos, seguido por período de observação de duas horas. O teste foi realizado em ambiente hospitalar, por especialistas. Resultados: Foram avaliadas 46 crianças (mediana de idade 13,8 meses), das quais 41,3% tiveram resultado positivo. Os principais sintomas observados nas crianças com teste de provocação oral positivo foram os cutâneos (73,7%), seguidos pelos respiratórios (57,9%) e gastrintestinais (36,8%). De acordo com a gravidade das reações, 57,9%, 36,8% e 5,3% dessas crianças apresentaram reações leves, moderadas e graves, respectivamente. O uso de anti-histamínico oral foi suficiente para remissão dos sinais e sintomas, em todos os casos positivos. Em relação ao intervalo entre a ingestão de leite de vaca e o aparecimento de reações, 68,4% das crianças com teste de provocação oral positivo apresentaram reações nos primeiros 20 minutos de teste. Para a maioria delas (63,2%) a ingestão de 1 mL de leite de vaca foi suficiente para deflagrar reações. Observou-se maior freqüência de teste cutâneo positivo para leite de vaca total e caseína nas crianças com teste de provocação oral positivo, com diferença estatisticamente significante em relação aquelas com teste de provocação oral negativo. Conclusões: O método demonstrou-se adequado a crianças com até três anos de idade, seguro e de fácil execução. Houve concordância significante entre as reações relatadas pela família na história clínica e as observadas durante o teste de provocação oral, para crianças que tiveram resultado positivo. A positividade ao teste cutâneo com leite de vaca total e caseína apresentou associação significante com a positividade ao teste de provocação oral.
Palavra-chave Hipersensibilidade alimentar/diagnóstico
Hipersensibilidade a leite/diagnóstico
Lactente
Pré-escolar
Idioma Português
Financiador Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Data de publicação 2010-02-24
Publicado em MENDONÇA, Raquel Bicudo. Teste de provocação oral aberto na confirmação de alergia ao leite de vaca mediada por imunoglobulina E. 2010. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2010.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 76 f.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10112

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Nome: Publico-012.pdf
Tamanho: 1.552MB
Formato: PDF
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