Cytomegalovirus infection in children with Down syndrome in a day-care center in Brazil

Cytomegalovirus infection in children with Down syndrome in a day-care center in Brazil

Título alternativo Infecção por citomegalovírus em crianças institucionalizadas portadoras da síndrome de Down no Brasil
Autor Canto, Cynthia L. Motta do Google Scholar
Granato, Celso Francisco Hernandes Autor UNIFESP Google Scholar
Garcez, Elisa Google Scholar
Villas Boas, Lucy S. Google Scholar
Fink, M. Cristina D. S. Google Scholar
Estevam, Marli P. Google Scholar
Pannuti, Claudio S. Google Scholar
Instituição Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
APAE
Resumo This study evaluates the transmission of CMV infection in 120 children aged 1 to 15 years with Down syndrome who attended a day-care center for handicapped children in São Paulo, Brazil. A blood sample was obtained from each children at the beginning of the study for detection of IgG and IgM cytomegalovirus (CMV) antibodies by an immunofluorescence assay. Samples of saliva and urine were obtained every 3 months from the children with CMV antibodies to detect shedding of the virus by culture in human foreskin fibroblasts, by detection of pp65 CMV-antigen and by a nested PCR assay. The prevalence of anti CMV-IgG antibodies was 76.6% (92/120), and IgM anti-CMV antibodies were detected in 13% (12/92) of the seropositive children. During the first viral evaluation, CMV was detected in the urine and/or saliva in 39/90 (43.3%) of the seropositive children. In the second and third evaluations, CMV was detected in 41/89 (46%) and in 35/89 (39.3%) children, respectively. Detection of CMV was shown both in urine and saliva in 28/39 (71.8%), 19/41(46.3%) and 20/35 (57.1%) of the children excreting the virus, respectively. Additionally, in 33/49 (67.4%) of the excreters CMV could be demonstrated in urine or saliva in at least two out of the three virological evaluations carried out sequentially in a six month period. Of the 28 initially seronegative children, 26 were re-examined for anti-CMV IgG antibodies about 18 months after the negative sample; seroconversion was found in 10/26 (38.5%). Taking all 536 samples of urine or saliva examined by virus culture and pp65 antigen detection during the study into account, 159 (29.6%) were positive by virus culture and 59 (11%) gave a positive result with the pp65 assay. These data demonstrate the high prevalence of CMV shedding and the high risk of CMV infection in children with Down syndrome attending a day-care center for mentally handicapped patients. The virus culture was more sensitive than the pp65 CMV antigen assay for CMV detection in both urine and saliva samples.

O objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de infecção pelo CMV em 120 crianças de 1-15 anos de idade, com síndrome de Down, que frequentavam uma instituição para atendimento de crianças portadoras de deficiência mental em São Paulo, Brasil. Uma amostra de sangue foi obtida de cada criança no início do estudo para detecção de anticorpos anti-CMV (IgG e IgM) por imunofluorescência indireta. Das crianças positivas para anticorpos IgG, 3 amostras de saliva e urina foram obtidas com intervalo de 3 meses entre elas, para detectar presença do CMV por cultura em fibroblastos humanos, detecção de antígeno pp65 do CMV ou reação em cadeia por polimerase (PCR). A prevalência de anticorpos IgG na admissão foi de 76,6% (92/120) e anticorpos IgM foram detectados em 13% (12/92) das amostras IgG positivas. Durante a primeira avaliação virológica, CMV foi detectado na urina e/ou saliva de 43,3% (39/90) das crianças soropositivas. Na segunda e terceira avaliações CMV foi demonstrado em 41/89 (46%) e 35/89 (39,3%) das crianças, respectivamente. Nestas avaliações, presença do CMV foi documentada tanto na urina quanto na saliva em 28/39 (71,8%), 19/41 (46,3%) e 20/35 (57,1%) das crianças excretoras. Além disso, 33/49 (67,4%) das crianças estavam excretando CMV na saliva ou urina em pelo menos duas das tres avaliações virológicas realizadas durante o estudo. Aproximadamente 18 meses após a primeira coleta, soroconversão para IgG anti-CMV foi documentada em 10/26 (38,5%) das crianças inicialmente soronegativas. Levando em conta todas as 536 amostras de urina ou saliva examinadas por isolamento viral e detecção de antígeno pp65 do CMV, observou-se que 159 (29,6%) foram positivas por isolamento viral e 59 (11%) foram positivas por pesquisa de antígeno pp65. Este estudo demonstra que há uma alta taxa de excreção do CMV na urina e saliva em crianças com síndrome de Down que frequentam creches, e um alto risco de infecção por este vírus em crianças susceptíveis que frequentam estas instituições. O isolamento viral mostrou-se mais sensível que a detecção de antígeno pp65 do CMV, tanto em amostras de urina quanto em amostras de saliva.
Palavra-chave Cytomegalovirus
Down Syndrome
Day-care center
Transmission
Virus shedding
Idioma Inglês
Data de publicação 2000-08-01
Publicado em Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. Instituto de Medicina Tropical, v. 42, n. 4, p. 179-184, 2000.
ISSN 0036-4665 (Sherpa/Romeo)
Publicador Instituto de Medicina Tropical
Extensão 179-184
Fonte http://dx.doi.org/10.1590/S0036-46652000000400001
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Artigo
SciELO S0036-46652000000400001 (estatísticas na SciELO)
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/1007

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Nome: S0036-46652000000400001.pdf
Tamanho: 92.00KB
Formato: PDF
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