Risco de interações medicamentosas em pacientes com câncer e recebendo cuidados de suporte exclusivo

Risco de interações medicamentosas em pacientes com câncer e recebendo cuidados de suporte exclusivo

Título alternativo Risk of drug interactions among cancer patients who are receiving sopportive care exclusively
Autor Riechelmann, Rachel Simões Pimenta Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Giglio, Auro del Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Background: Drug-drug interactions (DDIs) comprise an important problem in medical oncology practice. We systematically reviewed the frequency of DDIs in oncology. Methods: We searched PubMed for eligible articles and online databases abstracts of major oncology meetings. Results: Eight studies reported on the frequency of DDIs: six evaluated the frequency of potential DDIs while 2 studies reported on real DDIs, i.e. interactions that had clinical consequences. Studies of potential DDIs found that approximately one third of patients are exposed to dangerous drug doublets, with the most common ones involving warfarin and anticonvulsants. One study of real DDIs found that 2% of hospitalized cancer patients had a DDI as the cause of admission. Conclusion: Drug interactions comprise an important issue in oncology, with approximately one third of ambulatory cancer patients being at risk of DDIs. Data are limited on the clinical consequences of drug interactions among cancer patients.

Um número desconhecido de pacientes com câncer experimenta reações e interações de drogas graves, podendo resultar em hospitalização e até em morte. Particularmente, pacientes portadores de neoplasia maligna comumente recebem um grande número de medicamentos, além de receberem drogas com alto risco de efeitos adversos. Desta forma, dois estudos foram realizados como base para esta tese: uma revisão sistemática e em estudo retrospectivo. A revisão sistemática da literatura avaliou os estudos publicados sobre a epidemiologia de interações medicamentosas em pacientes com câncer. A busca identificou 8 estudos: 7 artigos publicados no PubMed e um resumo publicado nos proceedings do congresso da sociedade americana de oncologia (ASCO). A maioria dos estudos era retrospectiva e avaliou potenciais interações medicamentosas, com apenas dois estudos publicados sobre reais interações medicamentosas. Aparentemente, um terço dos pacientes oncológico ambulatoriais recebe combinações de drogas com risco de interação. Os principais fatores de risco para interações medicamentosas são: idade avançada, número crescente de medicações, presença de lesões cerebrais (primárias ou secundárias) e pacientes que recebem drogas consideradas de risco como anticonvulsivantes, varfarina e anti-inflamatórios hormonais e não-hormonais. O segundo estudo desta tese avaliou a prevalência de potenciais interações medicamentosas entre pacientes com câncer terminal. Desta forma, nós revisamos retrospectivamente os prontuários de todos os pacientes com câncer que foram atendidos no ambulatório de Cuidados Paliativos, do Hospital Princess Margaret, Toronto, Canadá, num período de 8 meses. As listas de medicações foram rastreadas para interações pelo programa eletrônico Drug Interaction Facts, que classifica as interações por nível de gravidade (maior, moderada e menor) e evidência científica (1 a 5, onde 1 = maior nível de evidência). Dentre os 372 pacientes avaliados, 250 interações medicamentosas potenciais foram identificadas em 115 pacientes (31%, 95% Intervalo de Confiança 26 - 36%), predominantemente envolvendo varfarina e fenitoína. A maioria das potenciais interações foi classificada como de gravidade moderada (59%) e 41,5% possuíam níveis de evidência 1-3. Na análise multivariada, idade crescente (p<0,001), pelo menos uma comorbidade (p=0,001), tipo de câncer (tumores cerebrais, p<0,001) e número crescente de medicamentos utilizados (p<0,001) foram associados a risco de interações medicamentosas. Portanto, concluiu-se que potenciais interações medicamentosas são comuns entre pacientes oncológicos que estejam recebendo cuidados de suporte exclusivos, sendo que a maioria envolve varfarina e/ou anticonvulsivantes. Fatores de risco incluem idade avançada, pacientes com múltiplas comorbidades, tumores cerebrais e aqueles que utilizam muitas medicações.
Palavra-chave Drug interactions
Supportive care
Cancer
Warfarin
Anticonvulsants
Interações de medicamentos
Cuidados de suporte
Câncer
Varfarina
Anticonvulsivantes
Assistência terminal
Terminal care
Idioma Português
Data de publicação 2009-11-25
Publicado em RIECHELMANN, Rachel Simões Pimenta. Risco de interações medicamentosas em pacientes com câncer e recebendo cuidados de suporte exclusivo. 2009. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 79 p.
Direito de acesso Acesso aberto Open Access
Tipo Tese de doutorado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10066

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