Repercussões da prematuridade na estrutura musculoesquelética torácica na adolescência

Repercussões da prematuridade na estrutura musculoesquelética torácica na adolescência

Título alternativo The impact of the prematurity on the thoracic musculoskeletal structure in adolescence
Autor Garcia, Kessey Maria Bini Autor UNIFESP Google Scholar
Orientador Santos, Amélia Miyashiro Nunes dos Autor UNIFESP Google Scholar
Instituição Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Resumo Objective: To analyze thoracic musculoskeletal characteristics in adolescents aged 10- 15 years born prematurely and in adolescents of the same age born at term. Methods: Cross-sectional study performed from Dec/2007 to Dec/2009 with adolescents from 10-15 years of age. Premature group: adolescents born before 37 week of gestational age and birth weight <2000g, followed up regularly at the Premature Clinic at the Federal University of São Paulo; Control group: adolescents born at term and healthy. Exclusion criteria were: major congenital malformations, neuromuscular and chromosomal diseases and severe neurological disabilities. Adolescents born prematurely were paired by gender and chronological age with those born at term. The adolescents were photographed in bathing suits, focusing the cephalic and thoracic segments. The images were analyzed by a computer program named SAPO for the following angle measurements: right acromion/manubrium/left acromion (elevation of the clavicles); manubrium/right acromion/right trapezium (elevation of the right shoulder); manubrium/left acromion/left trapezium (elevation of the left shoulder); seventh cervical vertebra/third thoracic vertebra/perpendicular line to the ground (protrusion of the head). It was also measured the laterolateral and anteroposterior thoracic distance and the rate between both. The study was approved by the Ethics Committee of the Federal University of São Paulo/São Paulo Hospital and parents/guardians signed terms of informed consent. Results: Fifty seven adolescents born prematurely were included (gestational age: 32.0±2.8 weeks; birth weight: 1462±338g; 41.9% male), paired with 57 adolescents born at term (birth weight: 3342±430g; 41.9% male). At the inclusion, except by asthma prevalence in the childhood, which was lower in the premature infants, adolescents of both groups were similar in regard to demographic and clinical characteristics that could influence the thoracic cage conformation. The elevation of the clavicles had a tendency to be smaller in the premature group (172.8±7.0o vs. 175,2±7,9o; p=0,083). The elevation of the left shoulder (22.7±5.4o vs. 20,4±5,4o; p=0,028) and the elevation of the right shoulder (22.2±4.4o vs. 18,5±5,8o; p<0.001) were larger, compared to the control group. The protrusion of the head was smaller among those born prematurely (27.8±6.3o vs. 32,5±7,7o; p=0.001). The laterolateral thoracic measure (22.9±2.3cm vs. 25.2±3.4cm; p<0.001) and anteroposterior (19.7±2.2cm vs. 21.3±3.4cm; p=0.002) were smaller in the premature group, but the ratio between them (1.17±0.08 vs. 1.19±0.10; p=0.179) was similar in both groups. Adolescents born very low birth weight (n=33), compared with those who was born with birth weight >1500g (n=30), presented larger elevation of the right shoulder angle (24.1±4.2o vs. 20.3±3.8o, p<0.001) and left shoulder angle (25.3±5.4o vs. 20.2±4.0o; p<0.001). By linear multiple regression analysis, adjusted for gestational age <37 weeks, birth weight <1500g, mechanical ventilation >5 days and oxygen therapy >15 days, the shoulder elevation angle increased 4.41o (95% CI: 2.23-6.60; p<0.001) in adolescents with birth weight <1500g and 5.56o (95% CI: 1.40-9.72; p=0.009) in the adolescent submitted to more than five days to mechanical ventilation in the neonatal period. Conclusions: Adolescents who were born prematurely presented greater elevation of the shoulder, smaller protrusion of the head, and smaller dimension of the thoracic cage in its laterolateral and anteroposterior dimensions, compared to those born at term. The shoulders were even more elevated in very low birth weight preterm adolescents, compared to those born with or more than 1500g.

Objetivo: Analisar as características musculoesqueléticas da caixa torácica em adolescentes de 10 a 15 anos de idade nascidos prematuros e em adolescentes nascidos a termo de mesma faixa etária. Método: Estudo transversal realizado no período de 12/2007 a 12/2009 com adolescentes de 10 a 15 anos de idade divididos em dois grupos. Grupo prematuro: adolescentes nascidos com idade gestacional <37 semanas e peso <2000g, acompanhados no Ambulatório de Seguimento Multidisciplinar de Prematuros da Disciplina de Pediatria Neonatal da Escola Paulista de Medicina/Universidade Federal de São Paulo; Grupo controle: adolescentes nascidos a termo e saudáveis. Foram excluídos adolescentes prematuros que apresentavam malformações, doenças neuromusculares e cromossômicas ou comprometimento neurológico grave. Os adolescentes nascidos prematuros foram pareados com os nascidos a termo por sexo e idade cronológica. Os adolescentes foram fotografados em trajes de banho, focalizandose o segmento cefálico e torácico. A seguir, as imagens foram analisadas por meio de um programa de computador denominado SAPO para medidas dos ângulos: Acrômio direito/manúbrio do esterno/acrômio esquerdo (elevação das clavículas); Manúbrio do esterno/acrômio direito/trapézio direito (elevação do ombro direito); Manúbrio do esterno/acrômio esquerdo/trapézio esquerdo (elevação do ombro esquerdo); Sétima vértebra cervical/terceira vértebra torácica/linha perpendicular ao solo (protrusão da cabeça). Foi também avaliada a medida laterolateral e anteroposterior do tórax e a relação entre elas. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/Hospital São Paulo, sendo solicitada a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos pais/responsáveis. Resultados: Foram incluídos 57 adolescentes nascidos prematuros (idade gestacional: 32,0±2,8 semanas; peso ao nascer: 1462±338g; 41,9% do sexo masculino), pareados com 57 adolescentes nascidos a termo (peso ao nascer: 3342±430g; 41,9% do sexo masculino). No momento da inclusão no estudo, os adolescentes de ambos os grupos eram semelhantes em relação às características demográficas, clínicas e comportamentais que poderiam interferir na conformação da caixa torácica. Houve uma tendência do ângulo correspondente à elevação das clavículas ser menor no prematuro (172,8±7,0o vs. 175,2±7,9o; p=0,083). Já o ângulo que representa a elevação do ombro esquerdo (22,7±5,4o vs. 20,4±5,4o; p=0,028) e do ombro direito (22,2±4,4o vs. 18,5±5,8o; p<0,001) foram maiores nos prematuros, comparados ao grupo controle. A protrusão da cabeça foi menor nos nascidos prematuros (27,8±6,3o vs. 32,5±7,7o; p=0,001). A medida laterolateral (22,9±2,3cm vs. 25,2±3,4cm; p<0,001) e a medida anteroposterior do tórax (19,7±2,2cm vs. 21,3±3,4cm; p=0,002) foram menores nos prematuros, mas a relação entre tais medidas (1,17±0,08 vs. 1,19±0,10; p=0,179) foi semelhante nos dois grupos. Os adolescentes nascidos prematuros de muito baixo peso (n=33), comparados aos prematuros nascidos com peso > 1500g (n=30), apresentaram maior ângulo de elevação do ombro direito (24,1±4,2o vs. 20,3±3,8o, p<0,001) e de ombro esquerdo (25,3±5,4o vs. 20,2±4,0o; p<0,001). À análise de regressão linear múltipla, controlado para idade gestacional <37 semanas, peso ao nascer <1500g, ventilação mecânica >5 dias e oxigenoterapia >15 dias o grau de elevação do ombro aumentou 4,41o (IC 95%: 2,23-6,60; p<0,001) em adolescentes com peso ao nascer inferior a 1500g e 5,56o (IC 95%: 1,40-9,72; p=0,009) se foi submetido a mais de cinco dias de ventilação mecânica no período neonatal. Conclusões: Os adolescentes nascidos prematuros apresentaram maior elevação de ombro, menor protrusão da cabeça e menor dimensão do tórax no sentido laterolateral e anteroposterior em relação aos nascidos a termo. A elevação do ombro foi ainda maior nos prematuros de muito baixo peso, comparados aos nascidos com peso ao nascer igual ou superior a 1500g.
Palavra-chave Adolescent
Adolescente
Fotogrametria
Infant premature
Photogrammetry
Prematuro
Thorax
Tórax
Fisioterapia
Physiotherapy
Idioma Português
Data de publicação 2011-04-27
Publicado em GARCIA, Kessey Maria Bini. Repercussões da prematuridade na estrutura musculoesquelética torácica na adolescência. 2011. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.
Publicador Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Extensão 103 p.
Direito de acesso Acesso restrito
Tipo Dissertação de mestrado
Endereço permanente http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/10037

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Nome: Retido-12561.pdf
Tamanho: 1.791MB
Formato: PDF
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